Segundo a genitora, ao chegar na escola encontrou a filha chorando e com dor intensa na mão
Uma mulher procurou a Polícia Militar para relatar que a filha, de 10 anos, não teria recebido atendimento adequado após se machucar durante o período escolar na Escola Municipal Padre Eddie Bernardes, no bairro Cartafina, em Uberaba. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) afirmou que prestou atendimento imediato à aluna e a equipe da escola seguiu os protocolos de segurança e acolhimento.
O caso foi divulgado durante o programa Hélio Júnior, da Rádio JM, e, conforme o boletim de ocorrência registrado na tarde de sábado (7), o acidente aconteceu na manhã de quinta-feira (5), às 9h36. A mãe foi informada pelo diretor de que a criança havia se machucado, mas que não havia motivo para preocupação, por se tratar inicialmente de um ferimento considerado leve.
Ao chegar à escola, a mãe encontrou a filha sentada na sala da diretoria, chorando e com dor intensa na mão. Segundo o registro, a secretária tentava retirar uma pedra encravada com uma pinça, enquanto o diretor utilizava o computador.
Diante da situação, a mãe levou a filha para casa, buscou documentos e encaminhou a criança ao Hospital da Criança, onde exames constataram duas fraturas. A menor foi transferida posteriormente para o Hospital de Clínicas da UFTM, onde permaneceu internada por dois dias para observação médica. Ainda de acordo com informações da mãe prestadas à Polícia Militar, não foi necessária cirurgia, considerando que a paciente está em fase de crescimento, e, após a alta, a criança deve permanecer em repouso por cerca de 60 dias, sendo necessárias sessões de fisioterapia, com nova avaliação médica prevista ao final do tratamento.
Diante do caso, a reportagem do Jornal da Manhã acionou a assessoria de imprensa do Hospital de Clínicas da UFTM. Em nota, a instituição negou o repasse de informações, baseada na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e no Código de Ética e Conduta da Ebserh, mantenedora da instituição. “O HC-UFTM pautado pelo Código de Ética e Conduta da Ebserh e pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), não compartilha boletins sobre estado de saúde ou qualquer outra informação de pacientes. Todas as informações sobre o atendimento e a conduta terapêutica são discutidos pelas equipes de atenção à saúde e comunicadas exclusivamente ao paciente ou ao familiar responsável”, diz a nota.
Ao JM, a Semed esclareceu que o acidente ocorreu em uma rampa da unidade durante uma brincadeira entre alunos do 5º ano. “O episódio ocorreu em uma rampa de acesso da unidade e, conforme verificado pelas imagens do sistema interno de monitoramento, tratou-se de uma fatalidade decorrente de uma brincadeira. Tão logo o fato foi identificado, a equipe gestora da instituição seguiu rigorosamente os protocolos de segurança e acolhimento, prestou os primeiros socorros e comunicou os responsáveis, além de orientá-los sobre o fluxo de atendimento nas unidades de saúde”, ressalta em nota.
Ainda conforme a pasta, o Serviço de Atendimento ao Educando (SAE) foi mobilizado para dar suporte integral à ocorrência. “A equipe foi ao Hospital da Criança, onde acompanhou de perto a família e garantiu que toda a assistência necessária fosse oferecida, e mantém contato com os familiares para monitorar a evolução do quadro clínico e prestar todo o apoio até a plena recuperação da aluna e o retorno dela às aulas”, finaliza.