Segundo ela, o menino, de 11 anos, apresentou mudanças de comportamento e, ao ser questionado, revelou estar sendo alvo de xingamentos na escola onde estuda
Um relato de possível bullying envolvendo um aluno de 11 anos em uma escola particular no bairro Universitário, em Uberaba, acendeu o alerta para a importância do acompanhamento familiar e da atuação das instituições de ensino em situações de convivência escolar. O caso foi levado ao público durante o programa do Hélio Jr., da Rádio JM.
De acordo com a mãe da criança, o filho, que tem transtorno do espectro autista (TEA), passou a apresentar mudanças de comportamento, como isolamento, irritabilidade e resistência em frequentar a escola. Segundo ela, ao conversar com o menino, ele relatou ter sido alvo de xingamentos por parte de colegas. Diante da situação, a responsável buscou formalizar o caso para garantir o acompanhamento e eventual adoção de medidas.
Questionada pelo Jornal da Manhã, a direção da escola informou que foi comunicada sobre o caso no dia 7 de abril e que, a partir disso, acionou imediatamente o protocolo interno de combate e prevenção ao bullying. Segundo a instituição, ainda no mesmo dia foi realizada uma conversa com o aluno citado, e, no dia seguinte, uma atividade coletiva com a turma abordou comportamentos adequados no ambiente escolar. A ação resultou na elaboração de um documento com regras de convivência, assinado pelos estudantes e afixado na sala.
A escola também destacou que conta com acompanhamento de psicologia escolar e que o aluno já vinha sendo assistido pela equipe pedagógica desde o ano anterior, em conjunto com profissionais externos. “O Colégio possui um Protocolo de Combate e Prevenção ao Bullying que foi acionado no mesmo dia e está sendo rigorosamente seguido”, informa a instituição em nota.
Ainda conforme a direção, o conceito de bullying envolve situações recorrentes, intencionais e com desequilíbrio de poder entre os envolvidos, conforme previsto na legislação brasileira. A escola ressaltou que, até então, não havia registros anteriores relacionados ao caso específico.
Após o registro da ocorrência, a mãe voltou à unidade de ensino, onde foi informada sobre as medidas adotadas e recebeu esclarecimentos. Segundo a instituição, houve alinhamento das informações e continuidade no acompanhamento do caso.