ALERTA

Mãe procura a polícia para denunciar possível bullying contra filho autista em Uberaba

Segundo ela, o menino, de 11 anos, apresentou mudanças de comportamento e, ao ser questionado, revelou estar sendo alvo de xingamentos na escola onde estuda

Débora Meira
Publicado em 14/04/2026 às 15:45
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Um relato de possível bullying envolvendo um aluno de 11 anos em uma escola particular no bairro Universitário, em Uberaba, acendeu o alerta para a importância do acompanhamento familiar e da atuação das instituições de ensino em situações de convivência escolar. O caso foi levado ao público durante o programa do Hélio Jr., da Rádio JM. 

De acordo com a mãe da criança, o filho, que tem transtorno do espectro autista (TEA), passou a apresentar mudanças de comportamento, como isolamento, irritabilidade e resistência em frequentar a escola. Segundo ela, ao conversar com o menino, ele relatou ter sido alvo de xingamentos por parte de colegas. Diante da situação, a responsável buscou formalizar o caso para garantir o acompanhamento e eventual adoção de medidas. 

Questionada pelo Jornal da Manhã, a direção da escola informou que foi comunicada sobre o caso no dia 7 de abril e que, a partir disso, acionou imediatamente o protocolo interno de combate e prevenção ao bullying. Segundo a instituição, ainda no mesmo dia foi realizada uma conversa com o aluno citado, e, no dia seguinte, uma atividade coletiva com a turma abordou comportamentos adequados no ambiente escolar. A ação resultou na elaboração de um documento com regras de convivência, assinado pelos estudantes e afixado na sala. 

A escola também destacou que conta com acompanhamento de psicologia escolar e que o aluno já vinha sendo assistido pela equipe pedagógica desde o ano anterior, em conjunto com profissionais externos. “O Colégio possui um Protocolo de Combate e Prevenção ao Bullying que foi acionado no mesmo dia e está sendo rigorosamente seguido”, informa a instituição em nota. 

Ainda conforme a direção, o conceito de bullying envolve situações recorrentes, intencionais e com desequilíbrio de poder entre os envolvidos, conforme previsto na legislação brasileira. A escola ressaltou que, até então, não havia registros anteriores relacionados ao caso específico. 

Após o registro da ocorrência, a mãe voltou à unidade de ensino, onde foi informada sobre as medidas adotadas e recebeu esclarecimentos. Segundo a instituição, houve alinhamento das informações e continuidade no acompanhamento do caso. 

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