POLÍCIA

Manuela D`Ávila prestará depoimento sobre ação de hacker, diz defesa

Os quatro presos temporários suspeitos de invadir os celulares de Sérgio Moro, e Deltan Dallagnol serão ouvidos nesta terça-feira (30)

Agência Estado
Publicado em 29/07/2019 às 16:40Atualizado em 17/12/2022 às 22:54
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Após retornar ao Brasil, a ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) deve prestar depoimento sobre a Operação Spoofing, informou sua defesa. A candidata à vice na chapa de Fernando Haddad (PT) na disputa presidencial do ano passado deve voltar de viagem em até 15 dias.

Segundo o advogado Alberto Toron, ela saiu do país no dia 23 de junho para fazer um curso na Universidade de Edimburgo, no Reino Unido. Toron afirmou que colocará Manuela à disposição das autoridades para "prestar todos os esclarecimentos que dela forem solicitados". "Assim que ela chegar no Brasil, ela prestará depoimento na data em que a autoridade determinar", disse.

Na semana passada, Walter Delgatti Neto, conhecido como "Vermelho", disse em depoimento à Polícia Federal que fez contato com o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, por meio de Manuela. Delgatti Neto foi um dos presos na Operação Spoofing, suspeito de ter hackeado telefones de autoridades.

Em nota, Manuela disse que, em maio, seu aplicativo Telegram foi invadido e confirmou que repassou ao "invasor" do seu celular o contato de Greenwald. Desde o início de junho, o site The Intercept Brasil, cofundado pelo jornalista americano, tem divulgado trocas de mensagens entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e procuradores da força tarefa da Operação Lava Jato.

A defesa de Manuela afirma que a ex-deputada não tomou parte na ação do suposto hacker. "Ela não teve envolvimento nenhum com apoio financeiro (a Delgatti Neto) ou coisa parecida. Manuela não tem preocupação alguma, apenas preocupação em dizer a verdade", afirmou Toron. "Ela simplesmente indicou o jornalista Glenn e se retirou do cenário".

Os hackers

Os quatro presos temporários suspeitos de invadir os celulares do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, entre outras autoridades brasileiras, participarão de audiência de custódia nesta terça-feira (30), na 10ª Vara Federal, em Brasília.

Na quinta-feira (25) o ministro da Justiça, Sérgio Moro avisou a autoridades que tiveram celulares hackeados que o material obtido de maneira ilegal seria destruído.

Sábado (27), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a decisão sobre uma possível destruição de mensagens não cabe a Moro. "O Moro não fará nada que a lei não o permita fazer. Agora foi uma invasão criminosa", disse. 

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