Arquivo/Sandro Neves
Corpo de suspeito de participar do roubo à Rodoban foi localizado no último dia 9 em vicinal da BR-050
A morte de um dos suspeitos de ter participado do mega-assalto à Rodoban, Moacir Batalha Muritiba, 41 anos, cujo corpo foi encontrado em estrada vicinal da BR-050, nas proximidades de Uberaba, após perseguição policial no dia 8 de novembro, teria motivado possível integrante do PCC a escrever carta que, segundo informações do jornal O Tempo, de Belo Horizonte, foi enviada ao presídio de Francisco Sá, norte de Minas Gerais, com a intenção em promover atentados contra agentes de segurança deste município e também de Uberlândia, Pouso Alegre, sul do Estado e Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Desta forma, estes presídios estão em estado de alerta.
O suspeito foi encontrado seminu por populares, à margem da BR-050, na manhã de 9 de novembro. A suspeita é que o seu corpo tenha sido desovado pelos comparsas, que tiraram a sua roupa, deixando-o apenas de cueca, no intuito de dificultar a sua identificação.
Segundo a carta, a principal motivação da facção para os supostos atentados seria a de vingar a morte de Moacir. Conforme informações, o conteúdo da carta consta em um documento da seção de inteligência da Polícia Militar, datado do dia 16 de novembro e acessado pelo jornal O Tempo. O texto diz que os integrantes da facção estão buscando recursos logísticos, como armas de fogo, veículos e explosivos, para os ataques nas cidades mineiras.
Em nota, a PMMG confirmou a veracidade do documento, mas esclareceu que o conteúdo “foi equivocadamente divulgado antes das informações necessárias”. O comunicado diz ainda que os relatos apurados são de “fonte duvidosa e ainda sem comprovação”.
A reportagem do Jornal da Manhã questionou a Secretaria de Estado Administração Prisional (Seap) se esta carta enviada ao presídio de Francisco Sá teria relação com a penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”, em Uberaba, ou seja, se agentes desta penitenciária também teriam sido ameaçados. Em nota encaminhada, a secretaria não nega a informação, mas também não confirma, ao dizer que, “em Minas Gerais, a Seap, polícias Civil, Militar e Federal, Ministério Público e Poder Judiciário atuam diuturnamente, cada instituição no âmbito de suas competências e atribuições, no monitoramento de presos vinculados às organizações criminosas. Todas as medidas são adotadas pela Seap na manutenção da segurança de seus servidores e da população carcerária. As informações relacionadas à prática de crimes são compartilhadas imediatamente com as forças policiais, quer seja para ações preventivas e/ou de investigação”.