
(Foto/Reprodução Redes Sociais)
Uma funcionária do estacionamento rotativo (Área Azul), de 24 anos, foi espancada por um motorista na manhã desta quinta-feira (30), na Avenida Coronel Delfino Nunes, no Centro de Frutal. O homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM). A confusão teria começado após um desentendimento relacionado ao comprovante de tolerância de cinco minutos do estacionamento.
Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que o motorista parte para as agressões contra a funcionária em plena via pública.
Segundo a Polícia Militar, a vítima relatou que o motorista questionou a notificação de tolerância deixada no veículo. Ela informou que orientou o condutor a procurar a sede da empresa para obter esclarecimentos.
Ainda conforme o relato da funcionária, durante a discussão o homem passou a tratá-la por pronomes masculinos. Como é uma mulher trans, ela pediu para ser tratada no feminino. Nesse momento, segundo a vítima, o motorista se exaltou e iniciou agressões verbais e físicas.
Motorista foi preso em flagrante
Em entrevista, o tenente Marques, da Polícia Militar, informou que a corporação foi acionada pelo 190 e, ao chegar ao local, encontrou populares prestando apoio à vítima.
De acordo com o militar, testemunhas informaram que o agressor havia seguido para a sede da empresa responsável pelo estacionamento rotativo, onde aguardava para apresentar sua versão dos fatos.
"Nós comparecemos ao local, conversamos com o autor e efetuamos a prisão em flagrante. Ele acompanhou a equipe até a delegacia sem oferecer resistência", explicou o tenente.
À PM, o motorista alegou que teria sido ofendido verbalmente pela funcionária antes do início da confusão. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Frutal, que dará continuidade às investigações.
Testemunhas relatam agressões
Pessoas que trabalham em estabelecimentos próximos afirmaram que o motorista desferiu um soco contra a jovem, derrubando-a no chão. Em seguida, continuou as agressões com socos e chutes na cabeça e na barriga.
Segundo testemunhas, a vítima apenas tentou proteger o rosto com as mãos e não reagiu.
"Ela é uma pessoa muito educada. Não houve agressão dos dois lados, ela só tentou se defender enquanto apanhava", relatou uma comerciante da região.
A funcionária foi socorrida e encaminhada para atendimento médico em um hospital da cidade.
Representantes da empresa responsável pelo estacionamento rotativo e de uma organização de defesa dos direitos da população LGBTQIA+ acompanham o caso e prestam assistência médica e jurídica à vítima.