Crime aconteceu em fevereiro deste ano, quando o casal chegava em casa, no Fabrício, sendo que o gerente recebeu um tiro ao sair do carro
Sandro Neves
Carro usado pelos assaltantes foi localizado na região de Santa Rosa, onde seria comercializado por R$2 mil
O juízo da 1ª Vara Criminal vai analisar denúncia feita pelo promotor Laércio Conceição Lima contra seis pessoas, entre elas uma mulher, por envolvimento em tentativa de homicídio ocorrido em fevereiro deste ano. A ação foi cometida contra um gerente de loja e sua esposa, quando o casal chegava em casa, no bairro Fabrício, junto com o filho de colo.
Consta que a vítima ocupava o cargo de gerente de uma loja de variedades recém-instalada na avenida Leopoldino de Oliveira e, por isso, se mudou para a cidade com a família há apenas seis meses, após ser transferido de Maringá, no Paraná. No dia 16 de fevereiro, a vítima encerrou o seu expediente na empresa e deixou o local acompanhado de sua esposa e seu filho de apenas seis meses de vida, dirigindo-se de carro para sua residência.
Chegando em casa, a vítima parou o veículo em frente do portão e a esposa desembarcou, indo até o portão social. Enquanto a vítima manobrava o carro, guardando-o na garagem, a esposa iniciava o movimento para fechar o portão, quando foi surpreendida por dois indivíduos armados. Ao constatar que se tratava de um assalto, o gerente saiu do carro bruscamente e foi em direção à esposa, sendo baleado no tórax.
Mesmo ferido, o gerente conseguiu notar a aproximação de um terceiro indivíduo em um veículo, que passou pela residência em velocidade extremamente baixa, contornou a quadra do imóvel para dar fuga aos comparsas. A Polícia Militar recebeu informações de que o autor da tentativa de latrocínio estaria vendendo o veículo HB20, utilizado no assalto, ao denunciado “Vozinho”, por R$2 mil, e que o carro estaria escondido em propriedade no bairro rural de Santa Rosa.
Lá, os PMs abordaram uma mulher, que confirmou que o veículo pertencia ao namorado, que tinha participado do crime e logo chegaria com o comprador. Os três foram presos em flagrante por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo e, em diligências complementares, a polícia descobriu conversas pelo aplicativo WhatsApp que revelaram todo o planejamento do crime, bem como a participação de outros envolvidos conhecidos por “Maykim”, “Neguim”, “Iguim” e um quarto indivíduo.
Pelas conversas, o promotor Laércio Conceição revela que também foi possível verificar a combinação de um homicídio que seria praticado por “Vozinho”, assim que concluísse a negociação do carro, e da prática de crimes como tráfico de drogas, roubos, receptação, associação criminosa, bem como posse e venda de armas de fogo. “Os diversos áudios deixam claro que os indiciados estão associados entre si para a prática de delitos de natureza grave, de forma organizada, com empréstimos de veículo, armas, inclusive com local predeterminado para ocultar objetos roubados, pois todos faziam do crime o seu meio de vida”, analisa o promotor.
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