
Mulher acusada de matar o homem e decepar o órgão genital foi absolvida em julgamento nesta terça-feira (24) (Foto/TJMG / Divulgação)
A Justiça absolveu a mulher acusada de matar e mutilar um homem que teve o órgão genital decepado no bairro Taquaril, na região Leste de Belo Horizonte, em março de 2025. O Conselho de Sentença reconheceu a inocência da ré, e a decisão foi formalizada pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti, que considerou improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPMG). O caso foi julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (24/3).
Relação entre ré e acusado
Em depoimento, a mulher afirmou que conhecia a vítima desde a infância, já que moravam próximos, e que os dois mantinham um relacionamento esporádico. Segundo ela, o homem tinha livre acesso à residência.
A ré também relatou que, cerca de duas semanas antes do crime, descobriu que o homem enviava mensagens de conteúdo sexual para a filha dela, de 11 anos, por meio de recursos de visualização única.
O que aconteceu na madrugada?
De acordo com o depoimento, no dia do crime o homem chegou à casa embriagado. A mulher negou ter dado qualquer substância para que ele dormisse e disse que não houve relação sexual entre eles.
Durante a madrugada, ela afirmou ter acordado com gritos da filha. Ao verificar a situação, disse ter encontrado o homem em cima da menina, com a calça abaixada e tentando tapar a boca da criança.
Crime e reação
Ainda segundo a versão apresentada, a mulher conseguiu arrastar o homem até a sala e, em seguida, pegou uma faca e desferiu diversos golpes. Ela afirmou que só conseguiu contê-lo porque ele estava com a calça abaixada.
Após o crime, um adolescente teria entrado na casa ao ouvir a movimentação. Os dois, então, retiraram o corpo e o levaram até uma área de mata, onde atearam fogo.
Versão da denúncia
Conforme a denúncia do MPMG, o homem ainda estaria vivo no momento em que teve o órgão genital decepado. Apesar disso, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição da ré, encerrando o caso no âmbito do Tribunal do Júri.
Fonte: O Tempo