
(Foto/Divulgação PMMG)
Mulher, que teve nome e idade não divulgados, confessou ter inventado um roubo após militares do Grupo Especial de Policiamento em Área de Risco (Gepar), da Polícia Militar, identificarem inconsistências em sua versão durante operação realizada em área considerada Zona Quente de Criminalidade (ZQC).
De acordo com informações apuradas, os militares tomaram conhecimento de um Registro de Evento de Defesa Social (Reds) que estava sendo formalizado relatando um roubo. Conforme a narrativa apresentada inicialmente, um indivíduo teria subtraído, mediante ameaça, um telefone celular, a quantia de R$100 em dinheiro e uma carteira de identidade pertencentes à suposta vítima.
A partir do registro, os policiais iniciaram diligências para verificarem as circunstâncias do fato. Entre as medidas adotadas, foram realizadas análises de câmeras de segurança existentes nas proximidades do local indicado para o suposto crime, além de novo contato com a comunicante para colher mais detalhes sobre o ocorrido.
Durante os levantamentos, os militares perceberam contradições na narrativa apresentada. As imagens obtidas por sistemas de monitoramento também não confirmaram qualquer ação criminosa no ponto indicado, passando a demonstrar a inexistência do roubo relatado.
Em novo contato com a mulher, após diálogo com os policiais, a versão inicial ainda foi mantida por algum tempo. Contudo, ao ser informada sobre os elementos que demonstravam inconsistências na história e a ausência de registros que comprovassem o crime, ela acabou confessando que o fato não havia ocorrido.
A comunicante relatou que inventou a história com o objetivo de conseguir a gratuidade na emissão de uma nova carteira de identidade, alegando estar passando por dificuldades financeiras. O local exato onde teria ocorrido o suposto crime também não foi divulgado.
A ocorrência foi registrada como comunicação falsa de crime e encaminhada à Polícia Civil para as providências cabíveis.