42.995 homicídios foram registrados em Minas em dez anos, esta quantidade assassinatos é maior do que a população de 776 cidades do Estado – o equivalente a 91% dos 853 municípios. Os dados são do Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base em números do Ministério da Saúde.
Um dos coordenadores da pesquisa, Daniel Cerqueira, conclui juntamente com os 12 co-autores do Atlas, que a criminalidade violenta constitui um grande problema econômico, uma vez que afeta o preço dos bens e serviços, além de contribuir para inibir a acumulação de capital físico e humano, bem como o desenvolvimento de determinados mercados. “Importantes e escassos recursos do Estado são drenados para lidar com o enfrentamento e com as consequências da violência”.
O atual governo destacou que as medidas implantadas desde janeiro reduziram a criminalidade no território mineiro. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) afirmou que o “governo obteve o melhor resultado dos últimos oito anos em número de vítimas de homicídios, assim como o melhor período dos últimos sete anos no número de registros de roubos, com diminuições que superam a casa dos 30%, avaliando os cinco primeiros meses de 2019”.
A pasta acrescentou que os “resultados colhidos neste ano foram possíveis graças ao trabalho de prevenção, repressão e ostensividade das forças”. Novos equipamentos e servidores, como a entrega de 800 viaturas e a posse de 76 delegados e 425 investigadores, ajudaram nos resultados.
A quantidade de armas apreendidas pelas polícias Militar e Civil em Minas nos primeiros cinco meses deste ano soma 10.652 unidades – média de 70 por dia. De um lado, o expressivo número de recolhimentos. Do outro, porém, a comprovação de que a quantidade em mãos erradas ainda é alta.
Em todo o Brasil, a faixa etária com maior número de vítimas de homicídios é formada por jovens de 15 a 29 anos. A evolução das taxas de assassinatos desse grupo aumentou 38% em dez anos.
*Com informações do Hoje em Dia