POLÍCIA

Operação conjunta contra o PCC cumpre mandados de prisão visando incendiários

Segundo informações das forças de segurança do Estado, até junho deste ano foram registrados 105 ataques a ônibus

Renato Manfrim
Publicado em 06/07/2018 às 07:35Atualizado em 17/12/2022 às 11:15
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Sandro Neves

Em Uberaba, ônibus também foram incendiados durante sequência de ataques no início do mês de junho

Megaoperação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), das polícias Civil e Militar e da Secretaria de Administração Prisional (Seap) contra a organização criminosa PCC cumpriu ontem três mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em Uberaba, Contagem, Passos, Uberlândia, Guaxupé, Patrocínio, Três Corações, Cambuí, Ituiutaba, Pará de Minas, Alfenas, Itaú de Minas e Bom Repouso. Durante a ação, segundo informações, foram apreendidos celulares, computadores, anotações do tráfico e da organização criminosa e drogas.

As três pessoas presas seriam lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvidas em ataques a ônibus e prédios públicos no Estado de Minas Gerais. Segundo informações, um dos mandados de prisão teria sido cumprido dentro da penitenciária de Uberaba. As outras duas prisões também teriam acontecido em estabelecimentos prisionais localizados no Estado. No entanto, a Seap e MPMG não confirmaram os locais exatos das três prisões de ontem. Por telefone, a assessoria de imprensa do MPMG afirmou que não possui a informação dos locais onde as pessoas foram presas.

No dia 21 de junho, o MPMG, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 13ª Promotoria de Justiça da capital, ofereceu denúncia à 2ª Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte contra 28 pessoas pela prática dos crimes de organização criminosa com emprego de arma de fogo, associação para o tráfico, incêndios em edifício público e veículo de transporte coletivo e dano qualificado.

Segundo o Gaeco, os 28 denunciados são membros da cúpula do PCC em Minas Gerais e ocupam função diretiva na organização. Deles, conforme MPMG, 25 encontram-se presos em 10 estabelecimentos prisionais localizados no Estado, incluindo as três pessoas presas na operação de ontem. Os outros dois denunciados soltos são considerados foragidos e não têm endereços conhecidos, razões pela qual não foi requerida medida de busca e apreensão. Os detidos serão levados a um presídio – não informado por questão de segurança –, onde cumprirão pena em celas isoladas e sem direito a banho de sol.

De acordo com informações das forças de segurança do Estado, até junho deste ano foram registrados 105 ataques a ônibus, delegacias e prédios públicos em 40 cidades mineiras. Foram presas 90 pessoas envolvidas nesses crimes e apreendidos 16 adolescentes. Segundo o Gaeco, as investigações continuam no interior de Minas para responsabilização de outros executores e envolvidos nos ataques criminosos praticados.

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