POLÍCIA

Operação detém membros de facção que promoveu ataques em Uberaba

Quatro homens e uma mulher, suspeitos de ser integrantes de organização criminosa e planejar os ataques a ônibus e a estabelecimentos de Uberaba, foram presos na manhã de ontem

Renato Manfrim
Publicado em 09/06/2018 às 22:13Atualizado em 17/12/2022 às 10:28
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Quatro homens e uma mulher, suspeitos de ser integrantes de organização criminosa e planejar os ataques a ônibus e a estabelecimentos de Uberaba, foram presos na manhã de ontem em operação conjunta das polícias Federal, Civil e Militar, denominada “Weber”. A operação cumpriu 17 mandados judiciais; destes, oito de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em vários bairros de Uberaba. A ação começou por volta de 4h30, sendo que três suspeitos não foram localizados.

De acordo com a Polícia Federal, todas as pessoas presas também são suspeitas de ter participado ativamente dos ataques registrados na cidade. Os nomes e as idades não foram divulgados. Com eles foram apreendidos celulares, cadernos com anotações e pequena quantidade de maconha.

As informações para se chegar aos suspeitos, segundo o delegado-chefe da Polícia Federal em Uberaba, Marcelo Xavier, vieram a partir de compartilhamento integrado das polícias Civil, Militar e Federal. “O objetivo da operação era prender oito membros da facção criminosa. Eles teriam determinado quais ônibus deveriam ser incendiados, onde e de que forma os outros integrantes deveriam atuar. Nem um deles confessa a participação em crimes, mas nós achamos documentos que mencionam a organização criminosa”, contou.

Alguns presos já possuem passagens policiais por diversos crimes e outros são menos conhecidos nos meios policiais e não tinham antecedentes. “Mas tinham participação relevante no planejamento dos ataques”, informou o delegado-chefe da PF, em Uberaba. O delegado Xavier negou que os cinco detidos façam parte do alto escalão da organização criminosa. “Mas eles teriam participação relevante e influência entre os demais da organização”, comentou.

Durante a coletiva de imprensa de ontem também estiveram presentes o comandante da 5ª Região da Polícia Militar (5ª RPM), coronel Lupércio Peres Dalvas, e o delegado-chefe do 5º Departamento de Polícia Civil (DPC), Heli Andrade.

Com as cinco prisões, de acordo com o coronel Peres, 41 suspeitos já foram identificados e detidos. “Vamos continuar com ações em conjunto e não vamos parar até prendermos todos os envolvidos e responsabilizá-los pelos ataques. Enquanto isso, a PM continuará a escoltar os coletivos pelo tempo que for necessário, com policiais à paisana também atuando na identificação desses infratores", disse coronel Peres.

Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de integração a organização criminosa, dano qualificado e incêndio. A pena para estes crimes pode chegar até 13 aos de detenção. O nome da operação faz alusão ao sociólogo Max Weber, que em um ensaio sobre a definição de Estado atribuiu-lhe o monopólio do exercício da força, ou seja, o Estado tem o direito de recorrer à força sempre que isso for necessário.

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