
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o carro dirigido pela enfermeira avança pelo cruzamento das ruas Amapá e Paraíba, onde ocorreu a colisão com a motocicleta conduzida por Samuel Santana Medeiros, de 22 anos, no detalhe (Foto/Reprodução)
A Delegacia de Acidentes de Trânsito da Polícia Civil, em Uberaba, investiga a morte do estudante de Enfermagem Samuel Santana Medeiros, de 22 anos, após acidente ocorrido em 1º de setembro, no bairro Santa Maria, em Uberaba. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o pai da vítima, o corretor de imóveis rurais Edimar Medeiros, de 46 anos, afirmou que imagens de câmeras mostram que a enfermeira, de 38 anos, não respeitou a parada obrigatória antes da colisão. Samuel morreu no dia 18, após permanecer internado por 18 dias.
A Polícia Civil recebeu as imagens, que foram incorporadas à investigação. A ocorrência contendo as informações apresentadas pelo pai também foi juntada ao procedimento. Testemunhas deverão ser intimadas para prestarem depoimento, inclusive os guardas municipais que atenderam à ocorrência de acidente no trânsito.
Edimar disse ao Jornal da Manhã que espera a responsabilização da motorista. “Eu quero Justiça para o meu filho”, afirmou. Caso seja comprovada responsabilidade criminal, o pai espera que a enfermeira seja condenada à pena de prisão.
A colisão aconteceu no cruzamento das ruas Amapá e Paraíba. Samuel conduzia uma Honda XRE 300 e foi atingido por um Honda HR-V, dirigido pela enfermeira.
Segundo o Boletim de Ocorrência da Guarda Civil Municipal (GCM), a motorista declarou que parou no cruzamento, aguardou a passagem de outro veículo e retomou a marcha, quando ocorreu a colisão. Ela afirmou ainda que não havia visualizado o motociclista.
Edimar contesta essa versão. Segundo ele, as imagens de câmeras de segurança mostram que o HR-V avançou pelo cruzamento sem realizar a parada obrigatória. Para o pai, as gravações demonstram que a motorista “mentiu” ao declarar que havia parado.
O corretor também questiona a condução inicial da ocorrência. Ele afirma que não houve perícia no local e cobra explicações pelo fato de a motorista não ter sido submetida ao teste do etilômetro por parte da GCM. Samuel estava inconsciente e já havia sido levado pelo Samu quando os guardas municipais chegaram ao local, não podendo, portanto, apresentar a versão dele sobre o acidente.
Samuel sofreu ferimentos graves e permaneceu internado no Hospital de Clínicas da UFTM por 18 dias, mas não resistiu e morreu no dia 18.
Procurada pelo Jornal da Manhã, a Guarda Civil Municipal informou que adotou os procedimentos cabíveis, com isolamento e controle do trânsito, levantamento das informações e registro da ocorrência. Segundo a corporação, foram procuradas testemunhas no local, mas nenhuma foi encontrada.
O Jornal da Manhã tentou localizar a enfermeira, de 38 anos, para que pudesse se manifestar sobre as acusações apresentadas pelo pai de Samuel, mas não obteve êxito até o fechamento desta edição.