Jairo Chagas
Vilmar Ferreira Júnior foi executado na garagem da sua casa, de onde os bandidos teriam levado cerca de R$50 mil
Latrocínio de Vilmar Ferreira Júnior, o Juninho Peixeiro, ocorrido em 30 de março deste ano, desafia a Polícia Civil, já que ainda não se sabe quem foram os responsáveis pelo crime. A vítima foi morta por dois disparos de arma de fogo no tórax e braço, ocorridos na garagem de sua residência, situada na rua Bernardo Berber Martinez, bairro Silvério Cartafina, por volta de 21h30. No dia do crime, os suspeitos levaram cerca de R$50 mil que estavam numa mochila – provenientes da venda de pescados –, além de arma de fogo e moto CG Titan 150 da vítima.
“Até agora a gente sabe que havia mais de uma pessoa, mas não conseguimos precisar quantas”, afirmou a delegada Vivian Caroline, responsável pelas investigações, que estão em andamento, sendo que os suspeitos também ainda não foram identificados. “O inquérito está aberto e falta muita coisa ainda. Alguns suspeitos que nós tínhamos foram descartados”, informou.
Grande variedade de testemunhas já foi ouvida e, conforme a delegada, o inquérito está imenso, sendo este um dos casos mais complicados que ela já investigou. “A gente está mexendo nele [o inquérito] todos os dias e está muito difícil”, contou. O que também dificulta o inquérito deste caso é que no local do crime não havia câmeras de segurança. “Não tem no quarteirão inteiro e não tem também nas ruas próximas à casa da vítima.” Já foram identificados os calibres das armas que alvejaram a vítima. “Umas das armas usadas pode ter sido a da vítima, mas ainda não podemos afirmar com certeza, porque a arma não foi encontrada”, concluiu a delegada.
O óbito do feirante foi constatado por equipe médica do Samu no local do crime e o corpo foi encontrado ao lado de seu veículo, Hyundai Azera, que não foi levado. A perícia técnica da PC constatou que houve luta corporal momentos antes do latrocínio.