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Polícia Civil investiga lesões graves em menino de 8 anos e suspeita de violência sexual

Carlos Paiva
Publicado em 19/10/2026 às 18:55
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada de Orientação e Proteção à Família, em Uberaba, investiga as circunstâncias em que um menino de 8 anos sofreu lesões graves na região anal, acompanhadas de sangramento intenso, na manhã de domingo (18). A criança precisou ser encaminhada ao bloco cirúrgico de um hospital, após a equipe médica considerar os ferimentos inicialmente incompatíveis com a explicação apresentada pela mãe, de 32 anos.

O menino deu entrada no pronto-socorro por volta das 10h e, após avaliação médica, foi encaminhado para cirurgia, com previsão inicial de internação por tempo indeterminado. A suspeita de violência sexual surgiu diante das características das lesões, cuja origem ainda não havia sido esclarecida.

Conforme testemunha que acionou a Polícia Militar, os médicos avaliaram que os ferimentos não correspondiam, em princípio, à versão apresentada sobre um episódio envolvendo o cachorro da família, da raça pit bull.

Segundo a mãe, por volta das 9h, ela foi acordada pelo filho, que chorava e mostrou marcas de sangue no banheiro. Ao ser questionado sobre o que havia acontecido, o menino fez referência ao animal.

A mulher relatou que a criança mencionou uma situação envolvendo contato íntimo com o cachorro enquanto brincava no quintal da residência. Ela afirmou que estava dormindo naquele momento e não presenciou o episódio.

Ao perceber o sangramento, a mãe pediu auxílio a uma vizinha e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para socorrer o filho.

Durante as diligências, policiais militares estiveram na residência da família, no bairro Nossa Senhora de Lourdes. A mulher declarou não suspeitar de nenhuma pessoa e informou que o padrasto da criança estaria trabalhando em outra cidade.

A perícia técnica da Polícia Civil realizou levantamentos no imóvel e recolheu materiais para exames posteriores. Entretanto, os trabalhos não permitiram identificar, naquele momento, a origem das lesões.

Os militares também verificaram a existência de uma câmera de segurança instalada em um imóvel vizinho. Segundo a moradora, o equipamento não armazenava gravações, impossibilitando a obtenção de imagens.

Para evitar a revitimização, a Polícia Militar optou por não entrevistar diretamente a criança durante o atendimento da ocorrência.

Até a elaboração do documento, não havia identificação de possível autor nem conclusão pericial que confirmasse a hipótese de violência sexual ou a participação do animal. 

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