A investigação resultou no indiciamento de três pessoas pelos crimes de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual
A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira (22/5), o inquérito policial que apurou um esquema de exploração sexual de adolescentes em Campina Verde, no Triângulo Mineiro. A investigação resultou no indiciamento de três pessoas pelos crimes de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual, além de manutenção de casa de prostituição.
Durante a deflagração da Operação Alice, ocorrida nessa quinta-feira (21/5), foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra um homem de 60 anos e uma mulher, de 49, apontados como responsáveis pelo estabelecimento.
De acordo com as apurações da Polícia Civil, os proprietários e gerentes da casa noturna lucravam diretamente com a exploração das vítimas por meio da venda de bebidas, cobrança por programas e aluguel de quartos. O esquema previa o repasse de apenas uma parte dos valores arrecadados às meninas de 15 e 16 anos.
Uma terceira suspeita, de 39 anos, também foi indiciada pelos mesmos crimes, mas permanece foragida e continua sendo procurada pelas autoridades.
Investigação
O caso começou a ser apurado em março deste ano, durante a primeira fase da operação, quando foram apreendidos celulares, computadores, máquinas de cartão e cadernos de anotações.
A perícia técnica realizada nesses materiais identificou indícios de que ao menos duas adolescentes, vindas da cidade de Capinópolis, foram levadas para Campina Verde para serem submetidas à exploração sexual e realizar diversos programas no local.
O nome da ação policial, Operação Alice, é uma referência à obra literária "Alice no País das Maravilhas". Segundo a instituição, a escolha do nome simboliza a situação das vítimas, que, assim como a protagonista do livro, foram lançadas em um ambiente hostil e confuso.
Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para as etapas judiciais.
Fonte: O Tempo.