Um assalto de grandes proporções foi registrado na madrugada desta segunda-feira (30) em uma usina fotovoltaica localizada na zona rural de Perdizes, nas proximidades de uma área de reflorestamento, cerca de 106 km de Uberaba. A ação criminosa resultou em prejuízo estimado em cerca de R$ 500 mil, além de momentos de terror vividos pelo vigilante responsável pelo local.
De acordo com informações da Polícia Militar (PM), o crime ocorreu ainda na noite de domingo (29), por volta das 21h30, quando o vigilante, de 34 anos, estava no container utilizado para descanso. Ele relatou que ouviu um cachorro latindo e, ao sair para verificar a situação, foi surpreendido por um grupo de aproximadamente cinco a seis indivíduos armados, vestidos com roupas escuras.
Os suspeitos anunciaram o assalto e renderam o trabalhador, que foi obrigado a retirar suas roupas, permanecendo apenas de cueca. Em seguida, ele foi levado para uma vala e posteriormente mantido sob vigilância em outro ponto da propriedade. Durante toda a ação, os criminosos estavam armados com revólveres, possivelmente calibre .38, e uma espingarda.
Segundo o relato da vítima, os homens demonstraram organização ao obrigá-lo a manter a rotina normal de rondas na usina, realizadas a cada duas horas. O vigilante foi escoltado por duplas armadas durante três rondas, feitas ao longo da madrugada, enquanto outros integrantes do grupo atuavam na retirada de materiais.
O crime só foi encerrado por volta das 4h30, quando os suspeitos fugiram, determinando que o vigilante permanecesse deitado até a chegada do funcionário do turno seguinte. Após a fuga, dois drones sobrevoaram a área, o que levanta a suspeita de que os equipamentos tenham sido utilizados para monitoramento da ação criminosa. A vítima também relatou que, dias antes, um drone já havia sido visto sobrevoando o local durante a noite.
Entre os itens levados estão um revólver calibre .38 com 12 munições, um colete balístico pertencente à empresa de segurança, além do celular da vítima. Da usina, foram subtraídos equipamentos, ferramentas, maquinários, duas bobinas de fio de cobre e o DVR responsável pelo armazenamento das imagens do sistema de segurança.
Ainda conforme apurado, o sistema de monitoramento possuía cinco câmeras, mas as imagens eram armazenadas apenas localmente, no equipamento levado pelos criminosos. Uma das câmeras teve a alimentação cortada durante a ação.
Durante rastreamento nas proximidades, policiais localizaram materiais que podem ter sido utilizados pelos autores, como arcos de serra, bobinas vazias, fio de alumínio, carrinho de mão e baterias de ferramentas. Há indícios de que o grupo tenha feito o corte dos fios no local para facilitar o transporte.
A perícia técnica foi acionada, mas não compareceu. Um investigador da Polícia Civil esteve na propriedade e deu início aos levantamentos preliminares. O caso será investigado e, até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.