Servidora geral, de 31 anos, procurou a Polícia Militar e registrou queixa de assédio sexual contra seu superior hierárquico na empresa em que trabalha, na rodovia BR-050, zona rural Oeste de Uberaba. Os supostos assédios estariam acontecendo desde o dia 15 passado, mas a queixa foi registrada no final da tarde de sexta-feira (29). O acusado nega tudo e afirma que a suposta vítima é louca. Um supervisor da empresa teria sido informado dos assédios e aconselhou a mulher para que esquecesse tudo.
Conforme relatos da mulher, ela trabalha na empresa há cerca de três meses e seu encarregado vem ligando várias vezes ao dia, dentro e fora da empresa, em horário de trabalho ou fora dele. Contou que no local de trabalho já foi procurada várias vezes por ele, que a chama para conversas individuais em locais abertos, mas longe das outras pessoas.
Ela também disse que as conversas não estão relacionadas a assuntos de trabalho. Ele fica insistentemente a chamando para sair, mesmo sabendo que ela é casada e tem filhos. A servidora relatou, ainda, que, em uma dessas conversas, ele a segurou pelo braço.
Insatisfeita com a situação, a mulher disse que tentou impor limites, lembrando ao encarregado que é casada e que a relação dos dois é apenas profissional. Chegou, inclusive, a alertá-lo de que as atitudes que estava tomando configurariam assédio moral e sexual.
A servidora geral relatou que, depois de adverti-lo, ele apenas respondeu que aquilo não era assédio e que a mesma era obrigada a sair com ele em virtude de sua condição de encarregado da mesma e que, em função disso, ela teria que aturá-lo.
Ela também ressalta que, diante dos transtornos causados em seu trabalho e em seu casamento, relatou o fato à empresa, mas o supervisor mal ouviu sua versão.
O homem acusado de assédio, segundo a suposta vítima, teria justificado para o supervisor da empresa que ela era louca e que era ela quem o procurava. Também disse que às vezes que ligou para ela era para falar com outro funcionário.
Por fim, conforme a mulher, o supervisor da empresa teria apenas aconselhado a vítima que esquecesse o ocorrido, mesmo depois que ela mostrou os registros de chamada, provando que não efetuou nem atendeu chamadas do acusado.
A Polícia Militar encaminhou o registro à Polícia Civil para que autoridade possa tomar as providências cabíveis.