Uma trabalhadora procurou a Polícia Civil em Uberaba para denunciar ofensas e comentários discriminatórios que, segundo ela, estariam sendo feitos por um colega de trabalho. O caso foi registrado como difamação consumada e, conforme o boletim, as situações teriam ocorrido dentro do ambiente profissional.
Segundo o relato apresentado à polícia, o colega teria passado a afirmar publicamente, de forma reiterada, que a mulher seria portadora do vírus HIV. Ela afirma que a informação é falsa e que as declarações eram acompanhadas de expressões que considerou pejorativas e discriminatórias.
A trabalhadora relatou que os comentários eram feitos na presença de outros funcionários da empresa. Segundo ela, a situação provocou constrangimento, humilhação e abalo emocional, além de fazê-la se sentir vítima de preconceito.
Mulher afirma que procurou responsável pelo setor
Ainda conforme o boletim, a trabalhadora levou o caso ao conhecimento do encarregado do setor na tentativa de interromper as ofensas. Ela afirma, porém, que nenhuma providência teria sido adotada para impedir a continuidade dos comentários.
A mulher também relatou ter sido orientada a não prosseguir com a reclamação. Segundo sua versão, o responsável pelo setor teria dito que insistir no caso poderia ser “perigoso” e que haveria risco de demissão por justa causa.
A afirmação sobre a suposta orientação consta exclusivamente no relato apresentado pela trabalhadora e não representa uma conclusão da investigação.
Diante dos acontecimentos, ela procurou a unidade policial para formalizar a denúncia, documentar a situação e resguardar eventuais direitos. O registro poderá subsidiar a apuração de possíveis responsabilidades nas esferas criminal e trabalhista.
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