Bob saiu de casa durante a madrugada e retornou horas depois com um corte nas costas; Polícia Civil afirma que falta de imagens não impede investigação
(Foto/Divulgação)
Um cachorro de seis anos, chamado Bob, voltou para casa com um corte de grande extensão nas costas após sair da residência onde vive, no bairro Residencial Rio de Janeiro, em Uberaba. A tutora suspeita que o animal tenha sido vítima de maus-tratos e procurou a polícia para registrar o caso. A denúncia foi apresentada no programa Hélio Jr., da Rádio JM. Segundo a Polícia Civil, a ausência de imagens não impede o registro da ocorrência nem inviabiliza a investigação.
Segundo o boletim de ocorrência, Bob teria saído da residência por volta das 3h e retornado aproximadamente às 6h15. Ao abrir o portão para sair para a escola, um dos filhos da tutora encontrou o animal próximo à entrada da casa. O cachorro entrou correndo no imóvel e apresentava uma lesão na região dorsal.
A tutora levou Bob por conta própria a um médico-veterinário. Conforme registrado na ocorrência, o profissional teria avaliado que a lesão poderia ser decorrente de maus-tratos e aparentemente provocada por algum objeto cortante.
À reportagem, a tutora afirmou que não acredita que o ferimento tenha sido provocado por outro animal ou por um atropelamento. Segundo ela, a característica do corte levantou a suspeita de que Bob tenha sido ferido por uma pessoa. “O corte está muito feio, não foi atropelamento, não foi cachorro que mordeu, foi cortado mesmo. Dá para você ver que a pele foi cortada, que foi o ser humano que fez isso”, relata.
A família tentou verificar imagens de câmeras de segurança que pudessem ajudar a esclarecer o que aconteceu durante o período em que o cachorro ficou fora de casa. Segundo a tutora, porém, a câmera da residência e a de um vizinho não estavam funcionando.
Durante o atendimento da ocorrência, a equipe da Polícia Militar realizou contatos com moradores das proximidades para verificar a existência de câmeras de segurança que pudessem ter registrado eventual agressão ou maus-tratos contra o animal. No entanto, nenhuma gravação foi localizada até o momento.
A tutora também relatou à reportagem que Bob não seria o primeiro animal da família a sofrer uma situação suspeita. Segundo ela, no mês passado, outro cachorro teria sido encontrado morto dentro da residência e a família suspeita de envenenamento.
O caso anterior, porém, foi apresentado pela tutora como uma suspeita e não há, até o momento, confirmação sobre a causa da morte do animal ou relação entre os episódios.
Inicialmente, a tutora relatou ter acionado o telefone 190 e recebido a informação de que a ausência de imagens dificultaria a investigação. Procurada pelo Jornal da Manhã, a Polícia Civil esclareceu que a falta de gravações não impede o registro nem inviabiliza a apuração.
Segundo a corporação, o acionamento da polícia é adequado para o registro dos fatos por meio do Registro de Evento de Defesa Social (REDS), no qual devem ser incluídas as informações disponíveis para orientar uma eventual investigação. “A ausência de imagens não é condição para o registro do fato e não inviabiliza a investigação”, informa a Polícia Civil.
A corporação orientou ainda que, caso o registro ainda não tivesse sido feito, a tutora comparecesse à Delegacia Regional, no bairro Parque das Américas. Posteriormente, segundo a tutora, um boletim de ocorrência foi registrado e encaminhado à Polícia Civil.
Até o momento, não há suspeito identificado e não foram localizadas imagens que esclareçam como Bob sofreu a lesão.
Tratamento já ultrapassa R$ 2 mil
Bob passou por atendimento veterinário e, segundo a tutora, os gastos com cirurgia e tratamento já ultrapassam R$ 2 mil.
A família está recebendo contribuições para custear as despesas veterinárias. Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo telefone (34) 98824-1303, em nome de Taislene Aparecida Mendonça.
A investigação deverá buscar esclarecer onde e como o animal foi ferido e se a lesão foi, de fato, provocada de forma intencional.