Menos 300 pessoas participaram da terceira manifestação popular contra o preço da tarifa de ônibus. Apesar do pequeno público, o ato foi suficiente para interromper o trânsito
Menos 300 pessoas participaram ontem da terceira manifestação popular contra o preço da tarifa de ônibus em Uberaba. Apesar do pequeno público, o ato foi suficiente para interromper o trânsito em vários pontos do centro da cidade e provocar engarrafamento nas principais vias. O percurso incluiu parada em frente do prédio da Câmara Municipal, onde os manifestantes vaiaram os vereadores em protesto contra os altos salários dos parlamentares e também contra a falta de empenho dos legisladores quanto às demandas da comunidade. “Quando é época de eleição, eles cumprimentam todo mundo. Depois de eleitos, nem se preocupam em saber como está o povo. Foi um ato em ‘homenagem’ à postura deles”, ironiza Flávio Oliveira, um dos organizadores do movimento. O grupo de manifestantes percorreu várias vias do centro e interditaram cruzamentos, permanecendo por mais tempo na confluência da avenida Leopoldino de Oliveira com Santos Dumont. Durante o percurso, após o cair da tarde, inúmeros apartamentos nos prédio piscavam a luz em sinal de apoio ao movimento. De acordo com o estudante, o objetivo do protesto é cobrar respostas à pauta de reivindicações apresentada ao prefeito Paulo Piau (PMDB) esta semana. O movimento solicitou a redução da passagem para R$2,50 nos dias úteis e preço especial de R$1 aos fins de semana e feriados. O passe livre para os estudantes e a gratuidade para os idosos a partir de 60 anos foram outras demandas, bem como a conclusão dos terminais de transporte coletivo. No encontro, o grupo teve apenas a garantia de discutir as propostas em audiência pública marcada para o dia 5 de julho. “Não podemos parar as manifestações. O prefeito só nos escutou. O que nós queremos são mudanças imediatas. Até a data da audiência as empresas continuam lucrando nas costas do povo. Não queremos que a Prefeitura tire verba das áreas sociais para dar subsídios às concessionárias. Queremos que as empresas de ônibus diminuam a margem de lucro em cima da passagem”, argumenta Flávio. Apesar do tumulto no trânsito, a Polícia Militar informa que a manifestação foi totalmente pacífica. Nenhum acidente de trânsito ou ação de vandalismo foi registrado durante o percurso. Ao todo, 100 policiais deram suporte aos manifestantes ao longo do trajeto.