A exemplo do Grupo dos Nove (G-9), que conclamou a população de Uberaba a apoiar as polícias Militar, Civil e Federal no combate ao crime, o ex-ministro e ex-prefeito Anderson Adauto (PRB) disse ontem que o braço armado do Estado está precisando receber essas manifestações. Para ele, a cidade vive um momento atípico, perigoso e decisivo, sendo necessário reagir e não se acoelhar com medo. O chamamento do G-9, que reúne o Sindicato Rural de Uberaba, a Fiemg, Cigra, CDL, Aciu, Sinduscon/Vale, 14ª Subseção da OAB e IEA-TM, foi uma reação à série de protestos contra a PM após a morte de um suspeito de furto, em troca de tiros com os policiais, bem como de atos de vandalismo. Na opinião de Anderson Adauto, as forças de segurança pública não podem perder o controle e nem a sociedade deixar de apoiar o combate à criminalidade. “Parabenizo o G-9 pela iniciativa, porque a polícia tem que sentir que há respaldo às suas ações”, disse AA, para quem as lideranças políticas da cidade também devem continuar pressionando o governo de Minas com objetivo de ampliar o efetivo da PM, entre outras medidas visando a dar mais suporte à corporação no município. “É obrigação do Estado”, coloca AA, para quem a questão da segurança pública também passa por uma discussão profunda em torno da legislação vigente.