Prefeito Anderson Adauto diz que não cessará sua luta para restabelecer a democracia dentro do PMDB
Prefeito Anderson Adauto também se posicionou publicamente ontem ao tomar conhecimento da extinção da ação judicial que questiona a intervenção, através de sentença assinada pela juíza Régia Ferreira de Lima. A decisão mantém a candidatura majoritária do deputado Paulo Piau pelo PMDB. Ele também reforçou que continuará buscando as vias judiciais para reverter o ato realizado pela Executiva Estadual – entrando com apelação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Embora diga não ter nada contra o parlamentar, o prefeito reafirma que Paulo Piau está tentando trazer de volta ao poder os antigos aliados, oriundos do PFL, ao tentar impedi-lo de usar o partido para atingir o objetivo da elite de Uberaba.
AA ainda pede desculpas à população por buscar o caminho jurídico junto com outros membros do diretório municipal. Para ele, a confusão política se deve ao golpe sofrido pelo partido com a intervenção, e se a definição do candidato tivesse sido feita de forma democrática, seguindo o rito estatutário, nada teria acontecido. “Espero que a população tenha a compreensão da nossa luta em restabelecer a democracia no PMDB de Uberaba”, observou.
Para o prefeito, a liminar que reverteu a intervenção, assinada pelo desembargador José Marcos Rodrigues Vieira, em Agravo de Instrumento, reconheceu a legitimidade do Diretório Municipal, enquanto na primeira instância o mérito da ação sequer foi analisado. Por isso, ele garante que novas medidas judiciais serão impetradas para retomada do diretório municipal.
Já o advogado responsável por conduzir todos os questionamentos jurídicos para derrubar a intervenção no PMDB, José Sad Júnior, declara que respeita a decisão judicial em primeira instância, mas também salienta que o entendimento é diferente no TJMG. Segundo ele, o desembargador considerou a legitimidade dos membros para entrar com o recurso, por serem maioria, assegurando que a sentença de primeira instância será derrubada. “Tenho a convicção que o TJ vai reformar a sentença da juíza”, conclui.