POLÍTICA

ABCZ aciona Ministério Público contra omissão de informações no comércio de carnes

Denúncia da Associação aponta que as mercadorias não são comercializadas com o Zebu como componente real

Publicado em 10/06/2022 às 11:42Atualizado em 18/12/2022 às 20:20
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Nesta sexta-feira (10), a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) representou, junto ao Ministério Público Federal, a Associação de Criadores de Angus por omissão na rotulagem dos produtos certificados. O documento foi entregue ao procurador Thales Messias Pires Cardoso.

De acordo com a ABCZ, no documento entregue estão provas científicas, como um estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV) que comprova que cerca de 50% da genética por de trás dos produtos comercializados com outros nomes é de Zebu, ou seja, são frutos de cruzamentos. Desta forma, seria obrigatório constar o Zebu como componente real da carne certificada e vendida apenas com o rótulo de taurinos.

A justificativa da entidade é a garantia à população do direito básico de conhecer a origem do produto que consome. Por isso, a omissão deve ser investigada.

"Desde o início da atual gestão, como meta clara estabelecida, a ABCZ tem tentado de forma consensual, junto às instituições competentes, garantir o reconhecimento da presença da genética zebuína na carne certificada comercializada no país. Sem sucesso nas tratativas, nos vimos obrigados a buscar a via judicial para validar o trabalho e a dedicação do criador de carne de Zebu", completa a nota.

A Associação Brasileira de Angus entrou em contato com a reportagem do Jornal da Manhã, informou que, até a data de 10 de junho, não havia sido notificada oficialmente sobre representação supostamente apresentada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) ao Ministério Público e divulgada pela entidade em nota nesta sexta-feira (10). De acordo com a nota, a Angus informa:

"- O Programa Carne Angus Certificada obedece integralmente a legislação brasileira, estando respaldado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que são os órgãos habilitados para regrar e autorizar o uso de denominações de raça na rotulagem de produtos cárneos por meio da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA);

- O Programa Carne Angus Certificada possui um protocolo claro, transparente, de conhecimento público e rotineiramente publicizado. Além das exigências técnicas de acabamento e idade, todos os animais a serem abatidos precisam ter, no mínimo, 50% de genética Angus, admitindo-se, desta forma, presença de composição sanguínea de diversas outras raças, com exceção das leiteiras.

- As carcaças que levam o selo do Programa Carne Angus Certificada são chanceladas uma a uma por um time de mais de 50 profissionais presentes dentro das indústrias, em processo auditado pela certificadora internacional TÜV Rheinland.

- Atuando desde 2003, o Programa Carne Angus Certificada tornou-se referência em qualidade e padrão no mercado brasileiro. Isso se deve a um trabalho sério construído por meio de uma parceria entre produtores e indústrias e lastreado nas características de qualidade de carne (sabor, suculência, marmoreio) inerentes à raça Angus e que se manifestam tanto em animais puros quanto nos cruzados", completa a nota.

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