Durante cerca de uma hora os vereadores de Uberaba se reuniram reservadamente ontem, quando trataram, entre outros assuntos, da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), patrocinada pelo Partido Verde (PV), questionando a alteração na Lei Orgânica do Município que mudou as regras para eleição da Mesa Diretora da Câmara. O tema foi levantado por Kaká Se Liga (PSL), eleito para presidir a Casa em 2016, questionando a atual direção quanto às providências que serão tomadas. Segundo o presidente Elmar Goulart (PSL), até que o Legislativo seja oficialmente comunicado da Adin, não há o que ser feito. O vereador avalia que todos estão “surpresos, decepcionados, chateados e magoados com a situação”. Ele diz esperar uma solução pacífica e harmônica que atenda à Câmara e à comunidade. O social-liberal assegura que, apesar desse clima de incerteza quanto ao desfecho da Adin, mantém todos os projetos da Casa em andamento, ou seja, não haverá prejuízos à agenda programada para os próximos dias. Desde ontem que a Ação proposta pelo PV junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais está com o relator, desembargador Leite Praça. A peça, assinada por quatro advogados, aponta que a mudança na Lei Orgânica não respeitou o intervalo constitucional entre as votações de primeiro e segundo turno. A emenda foi votada dias 10 e 20 de dezembro, sem que se guardasse o tempo regimental de dez dias, “o que, por si só, causa sua nulidade”, diz trecho da Adin, na qual o PV pede para que sejam declarados nulos todos os atos decorrentes da mudança na LOM, ou seja, a eleição das quatro Mesas Diretoras da legislatura 2013-2016. Além disso, solicita para que sejam convocadas novas eleições para o comando da Câmara. Homenagem. Ainda durante a reunião, os vereadores deliberaram pela aprovação de dezenas de projetos indicando nomes para dar às vias públicas de Uberaba. Regimentalmente a discussão deve ser feita em uma reunião reservada, sendo que na relação de novas denominações de logradouros está o PL do vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), que homenageia o ex-secretário Osório Joaquim Guimarães Neto, morto em 2010, vítima do crime chamado de saidinha de banco, em Belo Horizonte.