Mas os recursos ainda não são suficientes para ampliar o atendimento, o que somente vai acontecer com a liberação da verba do governo estadual
Foto/Jairo Chagas
Hospital Regional já conta com a adesão de 10 prefeituras da região, que já iniciaram os repasses de recursos
Com o início da entrada de recursos de prefeituras da região, custeio do Hospital Regional está assegurado até o fim ano, mas ampliação do atendimento não está prevista sem a efetivação do repasse da verba do governo estadual.
O secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, posiciona que cerca de 10 prefeituras da macrorregião já formalizaram os contratos de rateio e começaram a realizar os repasses para a manutenção do HR. A previsão é chegar a 15 municípios contribuindo com o custeio até setembro. Segundo o titular da pasta, um balanço financeiro já foi feito com as duas mantenedoras do hospital para assegurar a continuidade do funcionamento. “Projetamos custeio até dezembro. Fizemos ajustes para manter equilibrada a saúde financeira do hospital e chegamos no equilíbrio que nós queríamos. O planejamento é encerrar o ano de 2018 da forma como hospital está”, informa.
Iraci revela que ainda existem municípios resistentes em repassar verba para o custeio do Hospital Regional, mas as articulações permanecem para conseguir efetivar a parceria entre os 27 municípios do Triângulo Sul. “Tem alguns ainda, os maiores, com muita resistência com esse cofinanciamento. Mas já demonstram grande número de atendimentos no hospital e vamos usar isso”, pondera.
Além disso, o secretário afirma que há informações extraoficiais de uma movimentação jurídica por parte do Estado para formalizar os recursos para manutenção do Hospital Regional. No entanto, as restrições do período eleitoral podem atrapalhar o processo. “Estamos esperançosos que saia antes do início do período eleitoral para voltar a pensar num aumento de leitos”, declara.
Iraci argumenta, entretanto, que seguir para a segunda etapa de operação do Hospital Regional só será possível com a entrada do recurso do governo mineiro, cuja expectativa é arcar com 25% das despesas de manutenção. “Se houver a possibilidade de o Estado iniciar repasse este ano, podemos ter avanços ainda este ano”, finaliza.