Já na fase final das costuras para formação das comissões permanentes da Câmara Federal, o deputado Aelton Freitas (PR) está confiante em permanecer...
Já na fase final das costuras para formação das comissões permanentes da Câmara Federal, o deputado Aelton Freitas (PR) está confiante em permanecer como titular na Comissão de Finanças e Tributação. O PR tem apenas uma cadeira no grupo e, nos últimos dois anos, a vaga foi ocupada por Aelton.
Segundo o parlamentar, a pasta de Finanças e Tributação trata de assuntos macro, assim como a Comissão de Cidadania, Constituição e Justiça, e todos os projetos da Casa também passam obrigatoriamente por análise do grupo. Ele afirma que é importante ter representantes da região no segmento para garantir a consolidação das propostas nascidas nas comissões setoriais, como Agricultura, na qual participam os deputados Marcos Montes (DEM) e Paulo Piau (PMDB). “É preciso avaliar o impacto econômico dos projetos e tem que ter quem possa fazer o gol quando chegar nessa fase. Estar titular é tão importante quanto ser presidente de uma comissão pequena”, salienta.
Além de experiência na pasta, Freitas acredita que terá vantagem por ser relator do projeto referente à repatriação do dinheiro brasileiro que está clandestinamente no exterior. De acordo com ele, a proposta tramita na comissão e o seu relatório já está pronto. Conforme estatísticas e estudos, estima-se que R$ 150 bilhões não declarados estejam hoje fora do país. “A medida traz recursos num momento de crise, o que pode ser desencadeado na área de habitação, saúde e educação”, destaca.
O deputado lembra ainda que a lei que regulamenta os consórcios nasceu durante sua participação na comissão de Finanças e Tributação enquanto senador. Apesar da projeção da pasta, Aelton nega interesse por voos maiores no próximo ano, pois a meta é a reeleição na Câmara. De acordo com o parlamentar, há também compromisso da liderança do governo e do partido para que ele fique como suplente da comissão mista de Orçamento. “Não é possível ser titular das duas”, explica.