Através de nota oficial enviada ontem à imprensa, a Comissão Provisória do Partido da República em Uberaba hipotecou apoio ao deputado federal e presidente da sigla em Minas
Através de nota oficial enviada ontem à imprensa, a Comissão Provisória do Partido da República em Uberaba hipotecou apoio ao deputado federal e presidente da sigla em Minas, Aelton Freitas, flagrado em vídeo onde estaria orientando aliados em Capetinga (Sudoeste do Estado) sobre como comprar votos e desestabilizar a candidatura adversária com fofocas. As imagens foram exibidas em rede nacional no programa dominical Fantástico, da Rede Globo. Ontem, os republicanos sentaram-se com o parlamentar – segundo revelam na nota publicada nesta página – e concluíram que “um ato isolado, uma palavra mal colocada não pode macular anos de trabalho por Minas Gerais”. Ainda de acordo com seus correligionários, Aelton foi responsável por nada menos do que R$500 milhões em gestões políticas e emendas parlamentares para a região. No vídeo exibido no Fantástico, o deputado também revelou o destino de suas emendas aos municípios onde obteve votação, que, segundo ele, são distribuídas proporcionalmente ao número de votos. As imagens foram gravadas dias antes das eleições municipais de 2012, em um restaurante de Capetinga, onde estavam, além de Aelton, o então prefeito da cidade, o candidato à sua sucessão e o vice, entre outros aliados. À Rede Globo, ele disse que estava brincando. “O deputado reafirmou à Executiva que jamais utilizou de expediente irregular nas eleições em que participou”, diz outro trecho da nota, segundo a qual Aelton também revelou à repórter que havia sido procurado por pessoas interessadas em lhe vender o vídeo. O partido avalia como estranho o fato de esta informação não ter constado da matéria exibida em cadeia nacional e mais: conforme o parlamentar, a declaração explorada reflete a realidade de Capetinga. Apesar do apoio dos seus correligionários em Uberaba, Aelton poderá responder por quebra de decoro parlamentar. A abertura do processo, porém, depende do acionamento do Conselho de Ética da Câmara – seja por um eleitor, congressista ou partido político –, o que até o fechamento desta edição não havia acontecido. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, ontem não foi registrada nenhuma representação contra o deputado, nem no Conselho e nem na Corregedoria. Vale lembrar que a Câmara Federal está de recesso de plenário, o que reduz significativamente o volume de parlamentares em Brasília. A reportagem não conseguiu contato com Aelton Freitas. Ele também não retornou as ligações feitas pelo Jornal da Manhã.