Questionado se a medida sinalizaria a extinção do subsecretário, Anderson Adauto defendeu que o cargo será mantido, pois está seguro da necessidade do profissional.
Contingenciamento de despesas na Prefeitura irá atingir a composição do segundo e terceiro escalões, segundo o prefeito Anderson Adauto. A meta é enxugar, no mínimo, em 20% os cargos de confiança em todas as áreas.
Questionado se a medida sinalizaria a extinção do subsecretário, AA defende que o cargo será mantido, pois está seguro da necessidade do profissional para complementar a ação das secretarias. Quanto aos assessores, ele declara que alguns serão cortados. “A partir do momento em que eu exijo dos secretários que reduzam o número de cargos de confiança em cada pasta, tenho que dar exemplo. Então, no meu gabinete também haverá redução de 20% no quadro”, alega.
Ao todo, o organograma da PMU tem 537 postos escolhidos por indicação do prefeito. Ele estima que, até agora, nem a metade desse total tenha sido preenchida. Entretanto, cerca de 450 pessoas já foram nomeadas para cargos em comissão no segundo mandato, conforme publicado no Porta-Voz. Em dezembro, a administração tinha 437 indicados. Para Anderson, o corte não será burro e áreas como a Controladoria, por exemplo, que tem poucas indicações, deverão ter ajuste menor. Segundo o prefeito, a redução é uma questão de coerência, já que diversas áreas serão contidas por causa do reflexo da crise econômica.
De acordo com AA, a arrecadação do município caiu em torno de 10% neste período e, por isso, a prefeitura está freando investimento em novas obras e também diminuiu em 10% o valor de repasse para as creches conveniadas à rede. Quanto à queda de 12% na receita do Estado, já confirmada pelo governador Aécio Neves, Anderson avalia que a tendência não representa por enquanto novo contingenciamento. “Se mantiver nesse patamar, a medida que tomamos será suficiente para passar o ano”, conclui.