POLÍTICA

Anderson discute retomada da planta de amônia com o presidente do Senado

Gisele Barcelos
Publicado em 25/06/2022 às 19:26Atualizado em 18/12/2022 às 22:01
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Na semana que passou, o ex-prefeito esteve com Rodrigo Pacheco, acertando detalhes para a reunião técnica no dia 4 de julho / Fot Divulgação

Estratégia para possível retomada do projeto da fábrica de amônia deverá ser discutida no dia 4 de julho com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). A agenda está sendo articulada pelo ex-prefeito Anderson Adauto (PCdoB), que vem conversando com técnicos da Petrobras para delinear uma proposta que viabilize o gás para concretizar a planta.

AA explica que acionou técnicos da Petrobras que ajudaram a formatar o projeto da fábrica de amônia em Uberaba na época em que ele estava à frente da Prefeitura. De acordo com ele, é necessário não só pensar em disponibilidade de gás para abastecer a planta, mas também assegurar um preço viável.

Adauto argumentou que o projeto para a ativação da fábrica de Três Lagoas (MS) seria com o Gasbol da Bolívia, porém, isso representaria um preço de 15 dólares por metro cúbico de gás e não haveria condições de avançar com o negócio nessas condições. Por isso, a intenção é buscar alternativa mais atrativa para a proposta referente à planta de Uberaba. “A lógica nossa é trazer o gás do pré-sal. Tirar do mar para a costa e fazer a distribuição. Isso que estou conversando com aqueles técnicos da Petrobras”, adiantou.

Em paralelo, Adauto também está em contato com representantes da Toyo Setal, que foi a responsável pela elaboração e execução do projeto da fábrica em Uberaba. “Estamos atualizando tudo, pois, além de vários detalhes que têm de ser revistos, a legislação do gás mudou”, disse.

Segundo o ex-prefeito, o objetivo é juntar todas as informações para repassá-las ao senador no encontro programado para o dia 4 de julho. A agenda foi acertada em reunião com o parlamentar em Brasília, na última semana. “Fui conversar com ele porque, independente do resultado da eleição em outubro, o Rodrigo Pacheco continuará sendo senador e pode dar andamento às ações. Então, ele já marcou a data para sentar com os técnicos e se inteirar disso tudo”, acrescentou.

AA posicionou que o pessoal técnico já está preparando a apresentação dos dados revisados em torno do empreendimento para a reunião com o senador.

Em maio, Pacheco já começou a se envolver no movimento em prol da retomada da fábrica de amônia em Uberaba. Ele articulou a inclusão de incentivos tributários em uma Medida Provisória aprovada no Senado.

O objetivo central da medida provisória era prorrogar até o fim de 2027 benefícios tributários para a indústria petroquímica, mas uma mudança foi feita de última hora no texto e criou um mecanismo que permite a empresas usarem créditos tributários para construírem ou ampliarem fábricas.

O novo dispositivo concede redução nas alíquotas das contribuições para o PIS/Pasep e da Cofins, no mercado interno e na importação, para as centrais químicas e as indústrias químicas beneficiárias, mediante compromisso de investimento em ampliação da capacidade instalada até o limite dos valores investidos.

Na justificativa do projeto, foi especificado que os incentivos adicionais para fábricas de fertilizantes que usam gás natural ajudariam a atração de investidores para as unidades em Uberaba (MG), Linhares (ES) e Três Lagoas (MS). 

 

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