Ao contrário do que esperava o presidente da Executiva Estadual do PMDB, deputado Antônio Andrade, o prefeito diz não ter condições de apoiar a candidatura de Paulo Piau
Ao contrário do que esperava o presidente da Executiva Estadual do PMDB, deputado Antônio Andrade, o prefeito Anderson Adauto diz não ter condições de apoiar a candidatura majoritária de Paulo Piau. “É muito difícil para mim apoiar uma pessoa que chega na condição de candidato por meio de uma intervenção”, coloca.
Ele lembra que tem uma história dentro do partido, do qual sofreu um golpe ditatorial de uma liderança que chegou recentemente aos quadros da agremiação e quer ser candidato sem se submeter a uma convenção em um diretório legalmente constituído. “Que tem inclusive nomes indicados pelo próprio deputado”, afirma o prefeito, destacando que a ação foi articulada após a vitória do então secretário Rodrigo Mateus na primeira prévia do PMDB. “Depois daquilo houve um trabalho pela intervenção”, completa.
Ainda segundo AA, o PMDB lhe tirou o direito de apresentar um nome para ser apreciado como candidato com grande influência externa, citando nominalmente o reitor Marcelo Palmério e o presidente do PP, Ricardo Saud.
Ainda de acordo com ele, existe uma elite querendo retomar o poder e a população saberá nas urnas discernir sobre esta situação eleitoral. “Os antigos querem voltar ao poder e, para isso, fazem até intervenção”, dispara. Dentro deste contexto, AA compara o pré-candidato como o “cavalo de Troia”, que foi carregado pelos troianos para dentro das muralhas da cidade, considerada uma fortaleza, sem saberem que no seu interior escondia-se o inimigo. “Ele está trazendo dentro de si todas aquelas pessoas que um dia a população tirou do poder”, finaliza.