POLÍTICA

Antes de apoiar Bolsonaro, Janaína escreveu que não gostava “do tom” do deputado

A decisão final para a escolha do vice de Bolsonaro deve ficar para sábado, mas há um consenso em torno do nome do Príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança

Publicado em 31/07/2018 às 09:46Atualizado em 17/12/2022 às 12:02
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Divulgação

Parceria entre Bolsonaro e Janaína Paschoal esfriou depois de a advogada dizer, no lançamento da campanha que havia a possibilidade de o PSL se transformar em um "PT ao contrário"

Hoje aliada, a advogada do impeachment Janaína Paschoal nem sempre teve a mesma opinião sobre o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Em um post bastante recente, de novembro de 2017, Janaína tuitou que não gostava “do tom” do deputado e que ele “haveria de cuidar mais de sua fala”. Além de Janaína, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, tetraneto de D. Pedro II – o Príncipe, como é chamado pelos bolsonaristas – também está cotado como vice.

“Eu sei que os filhos de Bolsonaro, às vezes, escrevem aqui. Isso muito me honra. Tenho grande respeito por toda a família, mas não gosto do tom do Deputado. Ele é idolatrado pelos meninos. Na condição de líder, haveria de cuidar mais de sua fala. Ando preocupada com isso”, escreveu Janaína no dia 24 de novembro de 2017 e recebeu diversas respostas de eleitores de Bolsonaro criticando sua manifestação.

Mais tarde, no dia 12 de dezembro, Janaína voltou a mencionar Bolsonaro, afirmando que ele deveria ponderar seu discurso e ouvir pessoas que pensam diferente. Foi o mesmo tom usado por ela no lançamento da candidatura do deputado à presidência.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Janaína afirmou que não vê os tuítes como críticas, mas sim como “conselhos” ao deputado. “Estão em consonância com o que eu falei na convenção. E, pelo que tenho observado, ele está cuidando dessas questões”, afirmou.

Na avaliação do presidente do PSL, Gustavo Bebianno, as opiniões de Janaína, a quem classifica como “mulher forte”, podem “agregar” à chapa. “Não sei em que contexto ela disse isso, mas antes a impressão que ela tinha do Bolsonaro era formada pela mídia. Hoje, ela o conhece em um contexto melhor”, afirmou.

O Príncipe. A decisão final sobre quem ocupará o cargo de vice deve se dar somente no prazo final, ou seja, no sábado. Segundo o colunista Lauro Jardim, Bolsonaro se inclina à escolha do príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança. Ainda há alguns pontos a serem fechados, mas o consenso em torno do presidenciável de que esse é o nome mais adequado. O Príncipe é economista e empresário e fundou em 2014 o movimento antipetista Acorda Brasil. A aliança com Janaína Paschoal ficou abalada após a advogada dizer, no lançamento da campanha, que parte de seus aliados tinha "pensamento único" e advertiu que havia a possibilidade de o PSL se transformar em um "PT ao contrário".

*Com informações da Agência Estado e do jornal O Globo

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