POLÍTICA

Apoio a Aécio gera crise de deputados mineiros

Deputados do PSD mineiro travam uma guerra com o comando nacional da sigla para assegurar o apoio do partido

Publicado em 05/06/2013 às 01:02Atualizado em 19/12/2022 às 12:39
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 Deputados do PSD mineiro travam uma guerra com o comando nacional da sigla para assegurar o apoio do partido ao senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB) e ao candidato do governo à sucessão em Minas Gerais. A crise partidária é resultado do alinhamento cada vez maior da cúpula pessedista com a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e a pré-candidatura a governador do Estado do ministro petista Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). O nível de insatisfação é tamanho que os parlamentares já não escondem a possibilidade de uma debandada em bloco da agremiação, no entanto, na avaliação do vice-líder do PSD na Câmara, deputado federal Marcos Montes, o apoio a Aécio e ao candidato do governo de Minas só será possível se o grupo se mantiver unido. “Não defendo [o alinhamento com a petista], mas pelo que sinto e escuto, o partido vai caminhar com a Dilma. Agora, a decisão final vai caber à Executiva estadual”, aponta MM.   Ele informa que a cúpula do PSD está consultando os estados quanto aos apoios para a eleição do ano que vem; de nove já ouvidos, todos optaram por seguir com Dilma. Mas não é apenas Minas que está inclinado a marchar em outra direção, completa Montes, citando como exemplo que a mesma situação ocorre no Paraná. “Já disse ao Kassab [Gilberto Kassab, presidente nacional do partido] que trabalho e torço pelo Aécio. Já disse isso a ele também e ao Pestana [Marcus Pestana, deputado federal e presidente estadual do PSDB]”, afirmou.   Para Montes, o fato de o PSD ter sido chamado para a reunião de anteontem com os partidos da base de sustentação do governo Antonio Anastasia (PSDB) é sinal de que Aécio e o núcleo político enxergam a chance de o partido continuar com o grupo. No almoço de segunda, foi traçada a criação de um movimento multipartidário para coordenar o pleito no Estado e chegar a um nome para a sucessão do tucano em Minas. O deputado licenciado e secretário Alexandre da Silveira (Gestão Metropolitana) representou o partido no encontro.   Marcos Montes reforça que não deixará o partido, mesmo que os colegas optem pela debandada – que, se confirmada, deve ter como destino o Movimento Democrático, que nasce da fusão entre o PPS e o PMN, e os livra da infidelidade partidária. “Eu tenho lutado muito... Se eles saírem, minha luta enfraquece”, admite o deputado, que assegura: se o PSD optar por marchar com Dilma e o candidato do PT à sucessão estadual, poderá seguir em voo solo. “Tenho minhas convicções e o Aécio é o melhor para o Brasil”, finaliza.

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