POLÍTICA

Após encontro em BH, Ciro diz em Uberaba que Kalil seria o vice ideal

Presidenciável iniciou peregrinação por Minas neste fim de semana e trabalha a busca de alianças em torno de sua intenção de disputar o Planalto

Gisele Barcelos
Publicado em 12/02/2022 às 18:18Atualizado em 18/12/2022 às 23:58
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Foto/Jairo Chagas

Ciro Gomes esteve ontem em Uberaba, quando falou da busca de alianças e criticou Lula, Alkmin e Bolsonaro

Em visita a Uberaba ontem, o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) afirma que deseja ter um vice de Minas Gerais e acenou com a possibilidade de ter o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, como aliado. Os dois estiveram reunidos na sexta-feira (11) na capital mineira, onde o pedetista deu início à peregrinação pelo Estado neste fim de semana.

Sobre o encontro, Ciro afirmou que o objetivo foi apenas cumprimentar cordialmente o prefeito de Belo Horizonte. O presidenciável disse estar trabalhando em busca de alianças e tentará dialogar com diversas frentes políticas para o processo de construção de futura candidatura.

Sobre a composição da chapa presidencial, Ciro confirmou o interesse de um nome mineiro e apontou Kalil como a opção ideal. “Se eu puder ter um vice de Minas, é tudo que eu desejo [...] Ave Maria se ele [Kalil] topasse ser um vice meu. Era o melhor dos mundos”, disse.

Questionado, o presidenciável disse também que queria muito ter Kalil, pelo menos, como base do palanque em Minas Gerais, mas ressaltou que ainda é necessário tempo para amadurecer uma parceria. “Vamos aguardar o tempo dele. Ninguém vai tomar posição antes de olhar para o cenário. Isso deve acontecer lá pra julho. O Kalil é a nova liderança de Minas e ele tem que pisar ali com bastante cuidado”, alegou.

Durante pronunciamento a apoiadores em Uberaba, Ciro reforçou o peso do colégio eleitoral de Minas Gerais nas últimas eleições presidenciais, deixando evidente o motivo do pedetista para o interesse na aproximação com o prefeito de Belo Horizonte.

O presidenciável lembrou que 70% dos eleitores mineiros votaram em Jair Bolsonaro na última eleição e o Estado também foi responsável por dar a vitória a Dilma Rousseff (PT) sob Aécio Neves (PSDB) em 2014. Com isso, ele justificou que a ideia das agendas em Minas Gerais é ter a oportunidade de ouvir as pessoas sobre os critérios que pesaram nas escolhas.

Pré-candidato avalia que Alckmin e

Lula fingiram ser inimigos por anos

O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) também aproveitou a passagem por Uberaba para atacar a possível chapa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido).

No discurso, Ciro declarou que Lula e Alckmin fingiram ser inimigos políticos por anos, mas agora fazem um conchavo para voltarem ao poder. “Lula e Alckmin, que viviam se estapeando, estão se unindo para se eternizar no poder. Minas nem sequer está sendo lembrada para vice”, alfinetou.

Ainda segundo o presidenciável, o petista e o ex-tucano querem se aproveitar do desgaste do governo Bolsonaro. “Lula dizia que o PSDB era a encarnação do mal e agora abraça o Alckmin sem nenhuma autocrítica de um lado ou do outro, a não ser a mentira, que é unir todo mundo para derrotar o Bolsonaro [...] É um grande conchavo de oligarquia política [...] Se acertaram entre eles e estão resolvendo de lá [a aliança] porque tem um espantalho, o Bolsonaro”, alegou.

Além disso, o presidenciável ainda ironizou o discurso de moralidade de Bolsonaro e criticou a filiação do Presidente ao PL, capitaneado por Valdemar da Costa Neto. “Valdemar da Costa Neto foi o homem para quem o Lula entregou o DNIT para ele roubar”, contestou.

Em uma crítica cruzada aos adversários políticos, o presidenciável ainda argumentou que, apesar de se apresentarem em lados opostos, Bolsonaro e os ex-governos do PT (Lula e Dilma) apresentam a mesma agenda econômica.

Ciro também posicionou que o atual Presidente da República não criou a crise econômica, mas acabou sendo responsável por piorar ainda mais o quadro. “Bolsonaro está agravando tudo, é um desastre, um macaco na casa de louças, mas ele não criou esta crise. Os números desta crise todos recuam a Dilma e ao PT. A causa não foi a má vontade da Dilma e do PT, mas a absoluta falta de projeto estratégico e o ciclo de consumismo patrocinado pelo salário mínimo, taxa de câmbio e expansão do crediário para colocar o país pra frente”, manifestou.

 

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