Após nova cobrança junto ao governo mineiro esta semana, a área onde seria instalada a planta de amônia não está mais à venda. Um correção no edital foi publicada nesta sexta-feira (2) e exclui o terreno da lista de imóveis a serem alienados pelo Estado.
Em nota, a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) manifestou que o governo estadual tem sido um grande parceiro de Uberaba na atual gestão. Por isso, ela não esperava outra atitude a não ser o atendimento do pedido para cancelar a tentativa de venda da área. A resposta do Estado, entretanto, veio somente após duas solicitações pelo município. Depois que a notícia da venda do terreno foi publicada no início deste mês, a prefeita disse ter feito o pedido para a suspensão do processo e ter recebido posicionamento favorável do governo mineiro. Porém, o anúncio da área no Distrito Industrial 3 continuou no ar até esta semana. Com isso, em viagem a Belo Horizonte na última terça-feira (29), a prefeita voltou a cobrar que a área da fábrica de amônia fosse excluída do leilão. Na reunião presencial, não houve uma resposta concreta, mas a agora a demanda foi atendida já com publicação oficial no site da MGI, estatal controlada pelo governo de Minas Gerais e vinculada à Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG). A mobilização para tirar a área da fábrica de amônia da lista foi feita porque a venda do terreno sepultaria de vez a possibilidade de retomar o empreendimento com a entrada de um investidor privado, como chegou a ser discutido em reuniões com o Estado e o governo federal. Em paralelo, a inclusão do Triângulo Mineiro entre as regiões beneficiadas pela MP da privatização da Eletrobras para construção de novas termoelétricas no país também chamou a atenção para o imóvel, que uma térmica em estudo por grupo de empreendedores interessados na retomada do projeto do gasoduto.