Entidade afirma que custo anual das demandas gira em torno de R$ 94 milhões e contesta cálculo de R$ 1,1 bilhão divulgado pela rede municipal
O Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) contestou a informação da Secretaria Municipal de Educação (Semed) de que o conjunto de demandas soma investimentos acima de R$ 1,1 bilhão no orçamento do órgão.
Conforme publicação do Sindemu em suas mídias digitais, os próprios dados apresentados pelo Executivo nas negociações mostram um impacto de cerca de R$ 94 milhões ao ano — considerando reajuste salarial, vale-alimentação e o cumprimento da lei que garante psicólogos nas escolas.
Para o Sindemu, inflar números é uma tentativa clara de deslegitimar a greve e colocar a categoria como se estivesse pedindo privilégios. O sindicato diz que a luta da categoria é por reajuste digno, valorização profissional e investimento real na Educação.
O Sindemu argumenta que Educação não é gasto, mas sim investimento. “E o município precisa, sim, investir recursos próprios — não viver apenas de repasses federais”, diz o texto.
De acordo com a presidente do Sindemu, Thaís Villa, o problema dos salários dos professores “vem lá de cima, uma vez que o Executivo sempre deu o aumento estipulado pelo governo federal”.
A proposta da Prefeitura é de um reajuste salarial de 5,4%, o mesmo percentual que será aplicado no Piso Nacional do Magistério. Para a categoria, o índice é insuficiente.
A partir de sexta-feira (27) o magistério municipal entra em greve para exigir o reajuste de 9,3% nos salários e mais 3,9% no auxílio alimentação. A presidente convocou os professores para estarem na porta da Prefeitura na sexta-feira às 8h.