POLÍTICA

Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes completa 4 anos; crime ainda é investigado

Uberaba conta com ato em homenagem a vereadora

Publicado em 14/03/2022 às 17:30Atualizado em 18/12/2022 às 18:51
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Há quatro anos, no dia 14 de março, a vereadora Marielle Franco (PSol) e o motorista Anderson Gomes foram assassinados na cidade do Rio de Janeiro. O crime, que repercutiu internacionalmente, ainda deixa inúmeras dúvidas, inclusive, sobre quais foram seus mandantes. Familiares e amigos da vereadora e do motorista fizeram um ato na manhã desta segunda-feira  (14), em frente à Câmara Municipal, para marcar os quatro anos dos assassinatos e também para cobrar soluções das autoridades.

Logo cedo, uma faixa com a pergunta "Quem mandou matar Marielle?" também foi estendida em frente ao Palácio Pedro Ernesto, sede da câmara. Além disso, os parentes e amigos farão, também na manhã desta segunda, uma missa em memória das duas vítimas. Em Uberaba, acontece também nesta segunda, às 18h, ato simbólico na Câmara Municipal em memória de Marielle e, também, como pedido de justiça pelo ocorrido há 4 anos.

Desde o início das investigações, em 2018, houve mudanças no comando das mesmas, sendo que, três grupos de promotoria comandam o caso no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Houve mudanças, também, na Polícia Civil (PC), onde o quinto delegado assumiu o caso há pouco mais de um mês. Segundo relato da força-tarefa, que investiga o crime, os executores, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, ambos ex-PMs, foram encontrados e presos em penitenciárias federais fora do RJ, e vão a júri popular, ainda sem data marcada.

Através das investigações, o MPRJ e a polícia ainda buscam sanar outras dúvidas como quem mandou matar a vereadora, qual a motivação por trás do crime, onde está a arma do crime e, também, por qual razão há essa demora em concluir o caso. O Ministério Público aponta que as investigações tomaram linhas distintas, mas que até o momento, nenhuma foi adiante acerca de quem mandou que Marielle fosse executada, como também o motivo pelo qual o fez. Segundo o MP, o motivo depende diretamente da identificação dos mandantes.

Se o crime possui ou não motivação política, o MP e a Polícia Civil divergem sobre a resposta. Para o MP, esta seria a principal linha de investigação, por se tratar de uma vereadora com expressiva votação, mas não descartam nenhuma outra possibilidade. Durante a apuração, nomes como Cristiano Girão e Domingos Brazão aparecem, ainda sob análise. Cristiano Girão é ex-vereador, ex-chefe da milícia da Gardênia Azul e está preso. Ele foi acusado de ser o mandante de outro homicídio, que teria a participação de Ronnie Lessa. Domingos Brazão é conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado. Em 2019, a Procuradoria Geral da República apresentou denúncia contra ele, que foi acusado de obstruir as investigações do Caso Marielle.

Quase um ano depois, o Superior Tribunal de Justiça mandou o processo para o Tribunal de Justiça do Rio, onde está sob sigilo. Já a Polícia Civil diz que a investigação está sob sigilo, mas é tratada como um duplo homicídio.

A defesa de Domingos Brazão disse que ele não responde a nenhuma ação ou inquérito sobre as mortes de Anderson e Marielle Franco, "por quem Brazão tinha carinho muito grande". Disse ainda que tem todo interesse no esclarecimento do crime. A defesa de Girão disse que ele não tem nenhuma relação com os fatos e que, assim que o nome de Girão foi mencionado como um possível suspeito, pediu informações ao MP e à DH, perguntando se ele era formalmente investigado. A defesa diz que tem as duas certidões negando que ele seja alvo de investigação.

Na última terça-feira (8), o MP recebeu da Polícia Civil 1.300 novas mídias em fotos e vídeos referentes ao caso. Esse material foi incorporado a outros 1.500 arquivos que já estavam com os promotores desde 2018. São imagens de câmeras de segurança da Prefeitura, de prédios e hotéis da época do crime.

O material apreendido na casa de Ronnie Lessa, quando ele foi preso em março de 2019, também só foi repassado ao MP somente na última terça-feira (8). São documentos, notebooks e cartões de memória.

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