Comissão de Ética não conseguiu apurar o registro de votos por deputados ausentes, entre eles do Antônio dos Reis Gonçalves Lerin, em sessão realizada na Assembleia de Minas
Comissão de Ética não conseguiu apurar o registro de votos por deputados ausentes, entre eles do Antônio dos Reis Gonçalves Lerin (PSB), em sessão realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Alemg). Com isto, o processo de investigação acaba sendo arquivado sem punir os responsáveis pela fraude no sistema de votação da Casa. A decisão foi tomada na noite de anteontem, no apagar das luzes, visto que a partir desta quarta-feira a Assembleia entra em recesso parlamentar.
O parecer elaborado pelo relator, deputado Adalclever Lopes (PMDB) - e aprovado pelos demais membros do colegiado -, não aponta os responsáveis pela fraude na votação com a justificativa de não ter sido possível identificar os culpados a partir das imagens registradas pelas câmeras da TV Assembleia. Entretanto, todos os envolvidos serão punidos através de uma carta de advertência. Além de Lerin, a decisão atinge os deputados Juninho Araújo (PTB) e Arlen Santiago (PTB). A Comissão de Ética também recomendou a votação por senhas pelo sistema biométrico, ou seja, que identifica as digitais do parlamentar, à Mesa Diretora da Alemg.
O deputado uberabense se coloca contra o arquivamento do processo de investigação pela Comissão de Ética. Lerin garante que queria descobrir quem utilizou a senha dele na votação de um projeto de autoria do Executivo, lembrando que pertence à base aliada do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB). O parlamentar também adianta que não irá assinar a carta de advertência por entender que foi vítima de toda a situação, ressaltando ser ficha limpa e que nunca esteve envolvido em nenhum tipo de escândalo em toda sua história política.