Os presidentes de associações de bairro e outros aliados do prefeito Anderson Adauto (PMDB) entregaram ontem à tarde na Prefeitura manifesto de apoio e se colocaram, novamente, à disposição do chefe do Executivo. Ao receber o documento, AA agradeceu o grupo e afirmou que entende que a articulação da oposição é para dar prosseguimento a um pleito eleitoral que já chegou ao fim. Ele disse que também viu seu pedido de impeachment como uma tentativa de estender a eleição por parte da minoria. “Um candidato que não foi eleito e que tinha, aproximadamente, 300 votos, encabeçou o movimento contrário. E este aqui, que tem aproximadamente 30 candidatos que perfizeram um total de quase 40 mil votos, está me dando apoio e contrariando a lógica do candidato adversário, que pretende ter mais um turno da eleição”, avaliou, reafirmando que a atitude das 35 associações é uma reação da maioria contra uma minoria. Segundo José Wagner Maia, presidente da associação de bairro do conjunto Manoel Mendes, a decisão de fazer o movimento contrário ao da oposição foi para lembrar que o pleito eleitoral ficou para trás e que o prefeito pode contar com o apoio das 35 associações que assinaram o documento. “A representante da Fabu entrou com o pedido de impeachment do prefeito tendo, segundo ela, algumas associações do seu lado, o que não está sendo comprovado. Nós temos o apoio de 35 associações, que assinaram o documento e também estão decididos a manifestar o nosso apoio ao prefeito”, explicou ele. Ontem, o coordenador da Comissão de Associados do Bairro São Benedito e Bom Retiro, David de Lima, também entregou documento no Legislativo para comunicar que a entidade não estava envolvida no movimento de cassação do prefeito Anderson Adauto. Os nomes do dirigente e da instituição também estavam inclusos como autores do pedido de afastamento, embora sem assinatura.