Entidade está sem receber recursos de convênio com a PMU e com a cessão do uso de área prevista para acabar em dezembro
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A entidade existe desde 1998 e é destinada à recuperação de pessoas portadoras de necessidades especiais por meio da equoterapia
E mais uma vez a direção da Associação Mineira de Equoterapia (AME) solicitou apoio da Câmara Municipal de Uberaba (CMU) para conseguir manter o convênio com a Prefeitura de Uberaba. O presidente da AME, Júlio Franco, fez uso da Tribuna Livre para falar dos serviços prestados pela entidade e também das dificuldades que a associação enfrenta devido à falta de recursos, em especial pela redução no valor repassado pelo Executivo à entidade.
De acordo com Júlio, o valor, que superava a casa dos R$8 mil, hoje é de pouco mais de R$4 mil. “E esse montante é referente a valores do ano passado, que estavam em atraso e foram renegociados. Neste ano de 2017 ainda não recebemos nada”, ressaltou. Conforme ele, em dois ou três meses o repasse atual deve acabar. E se não for retomado, dificilmente continuará oferecendo o tratamento a pessoas especiais. “Se não encontrarmos uma nova postura do governo municipal, infelizmente seremos obrigados a tomar a pior decisão, que é o encerramento das atividades da AME”, lamentou Júlio Franco.
A entidade existe desde 1998 e é destinada à recuperação de pessoas portadoras de necessidades especiais por meio da equoterapia. Segundo Júlio, atende hoje a 70 pessoas, com uma fila de espera para mais 150. Mas, ao longo do tempo, diz o presidente da AME, mais de 1,2 mil pessoas foram atendidas. “A AME oferece uma tecnologia social. Uma das coisas mais importantes para todos nós, porque, por meio da literatura, está comprovado que as pessoas que se utilizam desse tratamento melhoram e muito a qualidade de vida”, ressaltou Júlio.
Rodrigo Garcia/CMU
Júlio Franco, presidente da Associação Mineira de Equoterapia, esteve ontem na Câmara a fim de tentar buscar alternativas para salvar a entidade
De acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Uberaba, a partir deste ano a Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), ao invés de firmar convênios com as instituições, passará a firmar termos de parcerias. A modificação se dará por determinação do governo federal, que regulamentou a ação do terceiro setor das entidades prestadoras de serviço com o poder público.
Ainda segundo a secretaria, os convênios foram encerrados em 2016 e será realizado agora um chamamento público para estabelecer os termos de parceria e prestação de serviços, substituindo os convênios por termos de parcerias. A Secretaria de Comunicação informou também que está em elaboração um edital para firmar esse termo de parceria, que já está sendo feito pela Seds e o Conselho de Assistência Social, por meio de reuniões com as entidades.