POLÍTICA

Ataques marcam campanha de Anastasia e Zema no 2º turno

O fim da primeira semana de campanha do segundo turno foi marcado por troca de farpas entre os dois candidatos ao governo de Minas

Gisele Barcelos
Publicado em 15/10/2018 às 07:09Atualizado em 17/12/2022 às 14:29
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Divulgação

Anastasia chamou o opositor de inexperiente, enquanto Zema desqualificou o choque de gestão do tucano

Adversários na disputa pelo governo de Minas, o senador Antonio Anastasia (PSDB) e o empresário Romeu Zema (Novo) seguiram com ataques no fim da primeira semana de campanha do segundo turno das eleições. Anastasia chamou o opositor de inexperiente e acusou o concorrente de querer promover uma “privatização generalizada”, enquanto Zema desqualificou o choque de gestão promovido pelo tucano no governo de Aécio Neves (PSDB).

Focado em comparar seu plano de governo com o do adversário, Anastasia chamou Zema de inexperiene e disse que vai usar o tempo de televisão e as redes sociais para mostrar a diferença entre “o que é administrar uma empresa privada e o que é administrar o governo estadual”.

Em entrevista ao jornal Estado de Minas, o tucano ainda questionou a viabilidade das propostas de Zema e disse que são fora da realidade. “As propostas que ele está fazendo são fora da nossa realidade, uma privatização generalizada que não encontra eco inclusive no anseio dos mineiros, me parece”, disse.

Apesar das privatizações também serem defendidas pelo PSDB, o tucano argumentou que o partido tem uma visão restritiva da medida: “É totalmente diferente; a privatização do PSDB era de empresas que não estavam no núcleo do Estado e a proposta dele (Zema) é privatizar educação e saúde”, atacou.

Já Zema declarou que, se eleito, sua administração à frente do Estado será muito diferente do “tal choque de gestão”, uma das marcas do governo tucano. O candidato do Novo acusou que o plano de Anastasia inchou a máquina pública e deixou déficit de R$2,1 bilhões. “Nos oito anos em que Aécio Neves governou Minas com Anastasia no secretariado, o quadro de pessoal cresceu 30,9%, passando de 268,4 mil servidores, em novembro de 2003, para 351,5 mil, em novembro de 2010, além do déficit que o governo Anastasia deixou, de R$2,1 bilhões. Fatos que comprovam que não houve choque de gestão”, ressaltou.

O empresário ainda retrucou as acusações de inexperiência e afirmou que a trajetória à frente da iniciativa privada, com 430 lojas em segmentos variados e mais de 5,5 mil funcionários, atesta a competência como gestor. “Nosso faturamento deve bater a casa dos R$5 bilhões neste ano. E, mesmo com o país em crise, conseguimos manter o pagamento dos funcionários sempre em dia. Se isso não for um bom gestor, não sei o que é”, rebateu.

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