Saúde voltou a ocupar a ordem do dia, ontem na Câmara, depois que o vereador Borjão (DEM) revelou em plenário que há um atraso na distribuição de vacinas no Município
A Saúde em Uberaba voltou a ocupar a ordem do dia, ontem na Câmara, depois que o vereador Marcelo Borjão (DEM) revelou em plenário que há um atraso na distribuição de vacinas no Município. Segundo ele, o automóvel próprio que era utilizado para este fim – então repassado à cidade pelo Estado – foi designado para a Central de Veículos, ou seja, não falta vacina, mas o meio de transporte para suprir as unidades básicas.
“A CEI da Saúde tem que ser feita com urgência”, bradou o vice-presidente da CMU, Itamar Ribeiro, interrompendo seu colega e também correligionário, para em seguida completar que “como eu sei que ela [Comissão Especial de Investigação] não vai sair, pelo menos é preciso fazer uma manifestação em plenário”. Autor da proposta de instalação do colegiado, João Gilberto Ripposati (PSDB) aproveitou o debate para insistir com os colegas para que abracem a ideia.
Na tentativa de sensibilizá-los, o tucano citou o caso de uma mulher que está com pneumonia e há seis dias aguarda internação. “Por isso eu peço o apoio dos vereadores para irmos pela linha de ver os problemas e buscar as soluções”, disse. Além dele, apenas os democratas e o vereador professor Godoy (PTB) se dispuseram a assinar o requerimento que garante a instalação da CEI, sem necessidade de aprovação pelo plenário.
Nem mesmo os integrantes da Comissão Permanente de Saúde e Saneamento da Casa – a exceção do vogal Itamar –, presidente Cleber Cabeludo (PMDB), relator Samuel Pereira (PR) e o suplente José Severino (PT) se sensibilizaram com o pedido do tucano. O colegiado, porém, aprovou um requerimento ontem que foi remetido ao prefeito Anderson Adauto (PMDB) cobrando explicações para a demora no atendimento prestado pelo segmento em Uberaba, bem como a razão para utilizar ambulâncias fora do padrão estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Eles também querem uma cópia do contrato de manutenção desses veículos e a confirmação ou não da informação de que uma das ambulâncias que servem ao Samu não tem equipamentos necessários.