POLÍTICA

Audiência pública do transporte marcada por impasse e protestos

Cerca de 200 pessoas compareceram à audiência pública marcada para discutir o transporte coletivo, ontem, no Cine Teatro Municipal Vera Cruz. PMU mobilizou 76 policiais

Thassiana Macedo
Publicado em 06/07/2013 às 00:32Atualizado em 19/12/2022 às 12:08
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Cerca de 200 pessoas compareceram à audiência pública marcada para discutir o transporte coletivo em Uberaba, ontem, no Cine Teatro Municipal Vera Cruz. Prefeitura Municipal mobilizou 76 policiais militares, bem como contingente especial do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal para reforçar a segurança, com revista e detectores de metais. Durante a apresentação da Prefeitura, integrantes do Movimento Independente Uberaba, estudantes, motoristas de ônibus e populares vaiaram alguns membros da mesa e gritaram palavras de ordem, demonstrando insatisfação com a organização da audiência.   Secretaria Municipal de Planejamento e Superintendência de Transporte Coletivo apresentaram dados recentes sobre as dívidas e os investimentos projetados pela Prefeitura para os próximos anos e como serão a implantação e o funcionamento do sistema BRT, batizado agora como “Vetor”. No entanto, as explanações irritaram os presentes, que queriam ter espaço para as próprias reivindicações. A organização ameaçou cancelar as discussões, caso as regras, distribuídas em cartilhas no início da audiência, não fossem respeitadas. A manobra causou mais insatisfação e manifestantes se concentraram ao pé do palco gritando palavras de ordem, vaiando ou se mantendo de costas em sinal de protesto.   Ao tomar a palavra, a representante do movimento, Fernanda Souto, ressaltou que os presentes repudiavam o forte policiamento no local da audiência, lembrando a tropa de choque que impediu manifestantes de entrar na ABCZ. Ela disse que os manifestantes querem a redução do lucro das empresas e não a desoneração de impostos, que acreditam que a Prefeitura legitima empresas a forçar a dupla função de motoristas de ônibus ao não fiscalizar a falta de cobradores nos veículos do transporte coletivo e pleiteiam redução da tarifa e transporte gratuito a estudantes e idosos. Outra reivindicação feita pelo movimento foi a ampliação da recarga dos cartões magnéticos para bancas de revistas e jornais, como previsto em legislação pertinente.   Comissão composta por trabalhadores das empresas de transporte coletivo também esteve presente, empunhando cartazes para denunciar demissões de motoristas e cobradores que vêm participando das manifestações. Segundo Cláudia Maia, representante do grupo, em agosto a categoria entrará em negociação para reajuste salarial com as empresas Líder e Piracicabana, mas teme pagar a conta da redução da tarifa das passagens. Além disso, a categoria aproveitou a oportunidade para pedir vacinas anti-H1N1 para os trabalhadores do transporte coletivo em razão de atenderem à população, pois há quatro motoristas com suspeita da gripe.

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