POLÍTICA

Audiência Pública tem relatos de mulheres e debate sobre a violência obstétrica na CMU

Publicado em 24/06/2022 às 21:50Atualizado em 18/12/2022 às 22:03
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 Vereadora Rochelle promoveu audiência sobre violência obstétrica para debater projeto de sua autoria (Foto/Raphael Diniz)

Mediante solicitação da vereadora Rochelle Gutierrez (PP), foi realizada, na noite de quinta-feira (23), a audiência pública para debater sobre a violência obstétrica. Além da vereadora, a ação contou com o apoio e participação de integrantes do grupo de apoio à maternidade Abayomi, movimentos sociais. Vários relatos vividos por mulheres foram apresentados. Um projeto de Lei de combate à violência obstétrica, de autoria de Rochelle, tramita no Legislativo Municipal.

Uma das integrantes do grupo Abayomi, Gabriela Milhorin, que também é doula, falou sobre a sua gravidez e todo o processo sofrido nesse período. Hoje, ela realiza um trabalho de apoio às gestantes e familiares, a fim de reduzir os índices de violência obstétrica e orientar sobre todas as etapas, desde o período pré-natal até o pós-parto. 

“Eu só me curei quando percebi que era forte o suficiente para ajudar outras famílias a ser respeitadas no seu processo de gestar e parir, foi por isso que me tornei doula. Já são quase três anos atendendo famílias em Uberaba e região; já ‘doulei’ cerca de 50 famílias e, infelizmente, nem todas eu consegui livrar da violência obstétrica”, relata Gabriela. 

Especialistas e vítimas de violência obstétrica também foram ouvidas na audiência, dentre elas Ruth Rodrigues, que é advogada especialista em violência obstétrica, vive em Brasília e participou de forma online. Ruth também foi vítima do que ela chamou de “cesariana desnecessária” e trouxe sua contribuição jurídica para o assunto. 

Rochelle destacou a força e a coragem do público presente para trazer à tona os relatos tão sensíveis. De acordo com a parlamentar, discussões como essa mostram a relevância de se tratar deste tema e encaminhar projetos que buscam combater essa prática, como o apresentado pela vereadora durante a audiência. 

“Nós estamos falando de um problema que atinge uma em cada quatro mulheres brasileiras e ainda não existe lei federal sobre o tema, por isso construir propostas como a nossa, que a gente está fazendo nesta casa, é muito importante. Nós também vivemos em uma sociedade que praticamente não tem informação, não tem um debate amplo sobre esse tipo de violência. Muitas vezes, as pessoas nem sabem que sofreram, só vão entender depois de conversar com grupos ou propiciar debates como esse”, destacou a vereadora. 

A parlamentar ainda reforçou que, de acordo com seu planejamento, a ideia é que o Projeto de Lei de combate à violência obstétrica, de sua autoria, seja votado na primeira semana do mês de julho, na Câmara Municipal de Uberaba. Rochelle destacou a construção coletiva da proposta, que vem sendo trabalhada desde 2019. 

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