Os auditores fiscais das Receitas Federal e Estadual devem aprovar em assembleia a realização de paralisação
Os auditores fiscais das Receitas Federal e Estadual devem aprovar em assembleia a realização de paralisação em protesto à demora do governo para encaminhar ao Congresso o projeto de lei que trata do reajuste salarial da categoria e contra o parcelamento dos salários dos servidores. A proposta é que os auditores cruzem os braços após reunião agendada para dia 14. A categoria pode optar por parar dois dias por semana a partir da decisão a ser adotada na assembleia.
Em Uberaba, segundo a diretora do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco/MG), Milena Souza Moreira, cerca de 80% da categoria participou da mobilização realizada na última quinta-feira (7), na porta da Superintendência Estadual, contra o parcelamento dos salários. “Em reuniões com as chefias, expomos a insatisfação dos auditores de Uberaba com a forma como o governo vem tratando as questões relacionadas à Secretaria da Fazenda e ao corpo fiscal. Estamos na expectativa de novas diretrizes do comando de mobilização que acontecerá na sede do Sindifisco dia 14, mas os auditores de Uberaba estão dispostos a seguir as orientações que serão definidas para todo Estado, inclusive de paralisação e greve, se for o caso”, ressalta.
Milena Moreira informa que os servidores vêm recebendo os salários de forma parcelada em contraponto ao aumento da arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em torno de 10%, acumulado em 2016. “Além disso, enfrentamos as perdas salariais nominais, de mais de 21%, em virtude da falta de reajuste inflacionário há mais de três anos. E a secretaria ainda sofre com o quadro deficitário de servidores pelo fato de não haver concurso para auditor fiscal há 11 anos”, pontua.
No caso da Receita Federal, em acordo com a categoria, o governo iria conceder um reajuste de 21,3% na remuneração básica dos auditores ao longo de quatro anos, além de uma bonificação fixa de R$3 mil até o fim do ano. A partir de janeiro de 2017, o benefício salarial passaria a ser vinculado ao desempenho e às metas da produtividade global da Receita. O bônus iria beneficiar até mesmo servidores aposentados. O Sindifisco Nacional também realiza assembleia para deliberar sobre a paralisação.