POLÍTICA

Avaliação do Estado mantém região apenas com as atividades essenciais

Gisele Barcelos
Publicado em 05/06/2020 às 07:12Atualizado em 18/12/2022 às 06:49
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Em meio à aceleração de casos no Estado, o governo de Minas recomendou às 33 cidades da região Noroeste para retrocederem no processo de reabertura da economia e voltarem à primeira etapa, com o funcionamento apenas de serviços essenciais. Para os municípios do Triângulo Mineiro não houve mudança e a avaliação feita esta semana pela equipe técnica estadual é que as cidades da região devem continuar só com atividades básicas abertas.

Na nova análise do Estado, a macrorregião Noroeste deve retornar à etapa inicial do processo de reabertura econômica gradual em função do aumento do número de casos e da baixa capacidade assistencial da rede hospitalar. Não houve alteração na recomendação das outras 13 macrorregiões de Saúde mineiras, que serão acompanhadas diariamente para avaliação das taxas de contaminação e internação.

Conforme o novo levantamento da equipe estadual, as cidades do Triângulo do Sul e Triângulo do Norte continuam não apresentando índices favoráveis para a retomada de novos setores econômicos, pois o tempo médio para internação após solicitação e a relação entre o número de leitos e a incidência de novos casos não permitem uma folga confiável se o número de casos crescer em decorrência da reabertura de novos estabelecimentos.

Por isso, a orientação é que os municípios dessas regiões continuem seguindo os protocolos previstos na etapa inicial e manter apenas os serviços básicos abertos para preservar a capacidade de atendimento do sistema de saúde local. O mesmo vale para as regiões Nordeste, Jequitinhonha, Leste, Vale do Aço, Sudeste, Oeste.

A nova avaliação foi divulgada em paralelo com a publicação de um documento esta semana pelo governo mineiro apontando que Minas Gerais está apenas no início do aumento exponencial de casos de Covid-19 e não consegue “achatar” a curva de novos infectados pelo coronavírus. No boletim, a administração estadual faz projeções da quantidade de novos casos da doença e detecta que “não é observado redução da velocidade da pandemia” em relação a estimativas anteriores.

O entendimento dos técnicos do governo é que as comparações com as últimas previsões indicam uma dificuldade recente do Estado em conter o avanço do vírus. ““Desta forma, sugere-se que o incremento de novos casos seja acompanhado diariamente e sejam intensificadas as orientações de prevenção”, dizem os responsáveis pela análise”, informa o boletim. 

 

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