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Deputado federal Franco Cartafina disse entender que o projeto garantiria mais transparência no processo eleitoral
Votação da PEC do voto impresso dividiu deputados da bancada mineira na Câmara Federal. Dos 53 deputados de Minas Gerais, 26 votaram “sim” e 18, “não”. Entre os quatro parlamentares com base eleitoral em Uberaba e região, apenas Franco Cartafina (PP) votou a favor do projeto.
O posicionamento de Franco não foi devido à orientação partidária, pois a liderança do PP deixou os deputados livres para votarem a favor ou contra a proposição.
Por meio das redes sociais, Franco denominou a matéria como PEC do voto auditável e declarou que o posicionamento foi a favor de mais transparência. “Qualquer questão que venha a dar mais transparência ao processo eleitoral é bem-vinda”, acrescentou.
Já Aelton Freitas (PL) e André Janones (Avante) se posicionaram contra o projeto do voto impresso, seguindo a orientação partidária para a votação da matéria.
Por outro lado, o deputado Zé Silva (Solidariedade) não teve voto registrado pela Câmara Federal e foi considerado ausente. Ele justificou que encaminhou o voto contrário ao projeto, porém houve problemas de conectividade e acabou não sendo computado no sistema. A posição também segue a orientação do partido.
Além de Zé Silva, outros sete parlamentares se ausentaram da sessão e acabaram não votando a proposta. O deputado Aécio Neves (PSDB/MG) se absteve, sendo o único dos representantes presentes na Casa a tomar tal medida.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propunha a adoção do voto impresso e que tramitava na Câmara dos Deputados foi rejeitada na terça-feira (10). Foram 218 votos contrários e 229 a favor. Para que o texto fosse aprovado e encaminhado ao Senado Federal, 308 tinham que aderir ao projeto.