Na manhã desta quinta-feira (30) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de dois anúncios oficiais em Belo Horizonte. O primeiro relativo à privatização do metrô da capital e outro da criação do primeiro Centro Nacional de Vacinas, que será instalado em Belo Horizonte.
O governador Romeu Zema (Novo)foi o anfitrião na cidade administrativa. Também estavam presentes o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e o da tecnologia, Marcos Pontes.
A construção do Centro Nacional de Vacinas é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O projeto vai promover a independência de tecnologia na produção de lotes-pilotos de vacinas e testes de diagnóstico para doenças humanas e veterinárias.
O Centro Nacional de Vacinas será uma associação sem fins lucrativos com ambiente multidisciplinar, diverso e de inovação, comparado ao Centro da Universidade de Oxford, que desenvolveu a vacina AstraZeneca. A construção tem início previsto para janeiro de 2022, no local onde hoje existe o Centro de Tecnologias de Vacinas (CTVacinas), da UFMG, ampliando o antigo espaço que dispõe de mão de obra altamente qualificada.
Com orçamento na ordem de R$ 30 milhões do Governo de Minas Gerais para a construção e importação de equipamentos laboratoriais, sendo R$ 12 milhões disponibilizados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e R$ 18 milhões pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o centro é fruto da parceria com investimento de R$ 50 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A união entre os governos estadual e federal totaliza R$ 80 milhões para a consolidação do Centro Nacional de Vacinas.
A intenção é que o projeto, iniciado com investimento público, adquira autonomia e independência ao longo de três anos, para que funcione como uma organização de direito civil se mantendo com aporte financeiro privado.