POLÍTICA

Borjão diz que AA recebeu informação errada

A novela em torno das declarações do prefeito Anderson Adauto (PMDB) responsabilizando Marcelo Borjão

Publicado em 11/06/2010 às 01:02Atualizado em 20/12/2022 às 06:03
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A novela em torno das declarações do prefeito Anderson Adauto (PMDB) responsabilizando Marcelo Borjão (PMDB) e Itamar Ribeiro (DEM) pela retirada do projeto de lei concedendo anistia a entidades filantrópicas e religiosas teve novo capítulo. Relato foi passado à reportagem pelo vereador peemedebista, que deseja pôr fim à questão esclarecendo os fatos como realmente ocorreram.

Ao sair de solenidade no Centro Administrativo, Borjão foi questionado pelo prefeito se estaria chateado por ter que “pagar” a conta das irmãs do Carmelo sugerida por ele (Anderson) quando a entidade fosse judicialmente executada pelo débito de R$ 29.667,70 com contas de água.

Em resposta, Borjão argumentou não ter assimilado a razão das afirmações creditadas a ele e a Itamar Ribeiro sobre a retirada do projeto. Os questionamentos em plenário, conforme Borjão, versaram sobre possível renúncia de receita, critério de escolha das entidades e apresentação de planilhas e documentos especificando a dívida.

Ao afirmar que o vereador teria feito “politicagem”, dizendo ter a matéria intenção eleitoreira, o prefeito foi interrompido pelo secretário de Governo, Antônio Sebastião de Oliveira (PR), creditando ao vereador Tony Carlos (PMDB) a autoria de tal afirmação. Segundo Marcelo Borjão, o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) acompanhou o diálogo.

Pelas afirmações de Borjão, o prefeito teria dito que irá certificar-se com a fonte que repassou a informação. O peemedebista solicitou retratação, afirmando que o faria por meio da mídia. Borjão alegou desconhecer o responsável pela transmissão da notícia, o fato é que ficou constatado o equívoco, de acordo com o vereador. “Estou partindo do pressuposto de que o prefeito está sendo sincero em admitir o engano. Fiscalizar as ações do Executivo é função do vereador, além disto, a repercussão das multas pesadas no projeto da dengue foi muito maior e, no entanto, até hoje a matéria não foi reenviada à Câmara”, desabafou.

O prefeito não quis comentar a conversa mantida com Marcelo Borjão. Por meio de sua assessoria, reiterou ser irreversível a retirada do projeto pelo fato de os vereadores terem “tripudiado” sobre a proposta. Portanto, o desfecho da trama, além de confuso, não teve um final feliz. 

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