POLÍTICA

Borjão quer pôr fim a impasse sobre a dengue

Objetivo do democrata é pôr fim ao impasse envolvendo os números na cidade que foram divulgados pelos dois órgãos

Renata Gomide
Publicado em 30/01/2014 às 11:16Atualizado em 19/12/2022 às 09:13
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  Sebastião Santos/PMU

Vereador Borjão esteve verificando as condições das caminhonetes que realizam o fumacê para o combate ao Aedes aegypti     Através de requerimento protocolado ontem junto ao Departamento Legislativo, o vereador Marcelo Borjão (DEM) solicita a presença, em plenário, do secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan, e do superintendente regional de Saúde, Iraci José de Souza Neto, para falarem sobre dengue. Objetivo do democrata é pôr fim ao impasse envolvendo os números da doença na cidade que foram divulgados pelos dois órgãos, os quais não batem.   Enquanto o município aponta que em 2013 as notificações rápidas chegaram a 20.153 casos suspeitos, sendo 2.801 confirmados e 20 óbitos, a Superintendência Regional de Saúde apresenta um total de 12.375 casos confirmados de dengue clássica, 40 com complicação, sete de febre hemorrágica e 20 óbitos, esses os únicos números coincidentes.   Borjão pretende que tanto Fahim quanto Iraci compareçam à Câmara logo após as primeiras reuniões do ano, sendo que os trabalhos em plenário começam na segunda-feira, dia 10 de fevereiro. Seu requerimento deverá tramitar nessa mesma data. “É preciso esclarecer”, defende Borjão, para quem a situação prejudica o cidadão.   Os números da dengue também mobilizam o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), que nesta semana reapresentou ao Executivo um requerimento solicitando a reposição do quadro mínimo de 175 agentes para cobertura total dos bairros, após visitar o Centro de Controle de Zoonoses para conhecer de perto as ações do município no combate à doença. A demanda que se repete foi apresentada pela primeira vez em fevereiro de 2013, sendo que para o tucano o governo precisa intensificar o trabalho de prevenção para evitar uma situação de calamidade pública.   Atualmente, 152 agentes de campo visitam os imóveis e outros 12 são responsáveis pela vistoria das 869 armadilhas instaladas para capturar a fêmea do mosquito Aedes aegypti, diz Ripposati, citando números apresentados pelo Centro de Zoonoses. Ainda segundo ele, 16 áreas do município estão sem monitoramento, o que equivale a 800 imóveis sem cobertura, muitos porque estão fechados ou os proprietários não permitem a entrada do agente (cerca de 50).   Ripposati lembra que as pessoas que contraíram dengue dos tipos 1 e 3 estão susceptíveis aos outros sorotipos da doença, além da forma hemorrágica, que pode evoluir para morte do paciente. Para o primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, o município deve se preparar para investir na aquisição de equipamentos próprios (fumacê), uma vez que a demanda do Estado é grande. Ele também insiste na realização de campanhas de conscientização da população para que o cidadão também faça a sua parte.

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