Reunião foi marcada após um telefonema de Donald Trump a Lula no fim de semana, mas já era negociada pelos dois governos desde outubro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já chegou à Casa Branca, em Washington, nos EUA, para encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é de que a conversa envolva acordo comercial, combate ao crime organizado e minerais críticos. O encontro estava previsto para começar às 12h, no horário de Brasília.
A reunião foi marcada após um telefonema de Trump ao presidente brasileiro no final de semana, no qual o norte-americano teria sugerido o encontro. Desde a última reunião entre Lula e Trump, em outubro, na Malásia, a agenda vinha sendo negociada pelos dois governos.
O governo brasileiro busca um acordo de combate ao crime organizado transnacional com os Estados Unidos, com parcerias no controle de fluxo financeiro e na investigação. O tema é considerado prioritário para a gestão petista, mal avaliada nesse quesito em pesquisas de opinião.
O Brasil também tenta evitar que facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital) sejam classificadas pelos EUA como grupos terroristas, o que abriria brecha para uma invasão ao país.
Lula deve colocar em pauta ainda a investigação da Seção 301 contra o Brasil, por meio da qual os EUA punem práticas comerciais estrangeiras consideradas injustas ou restritivas aos interesses do país. O governo deve apresentar documentos que comprovem a boa relação comercial entre os dois países.
O presidente dos Estados Unidos, por sua vez, deve buscar firmar um acordo com o presidente Lula sobre minerais críticos. A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (6/5) relatório do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que estabelece uma estratégia para a gestão de minerais críticos. O texto segue a linha defendida pelo governo Lula, de estimular o beneficiamento e a transformação mineral e restringir a exportação de commodities minerais
Lula já admitiu discutir com Trump sobre minerais críticos e terras raras, mas destacou que não irá aceitar imposições.
“Prefiro negociar de forma soberana para que o processo de transformação desses minerais críticos seja feito e explorado em nosso país, dentro do nosso país, e não fora. E venderemos para quem quisermos vender. Não aceitamos que nos imponham nada”, afirmou.
Fonte: O Tempo